Nossa como 2009 passou rápido! Acho que todo mundo deve fazer esse comentário entre o final de um ano e início de outro, mas o fato é que muita coisa me aconteceu nesse ano que passou. Em um só ano decidi fazer jornalismo, me apaixonei, terminei o colégio, fiquei com o menino por quem eu era pseudo apaixonada e descobri que não era nada do que eu imaginei, apoiei um aborto e depois me dei muito mal... Isso tudo me fez crescer, ta certo que a parte do aborto eu preferia ter pulado né! Mas nem tudo são rosas.
O Vitor veio aqui em casa ontem , aliás passei a virada com ele! Como eu queria que aquelas mocréias soubessem. Foi ele quem me acordou ontem de manhã, tava tão lindo! E eu lá cheia de remela, cabelo bagunçado... Cruzes, não gosto nem de imaginar!
No início pensei que fosse um sonho, estava muito sonolenta. Tinha pego no sono às 05:00 do dia anterior.
- Bom dia! - ele me disse, com um sorriso enorme.
Humn... Mais um sonho com ele. - não acredito ainda que ele escutou isso, aliás não acredito que eu disse isso.
- Não é sonho não amor. - ele respondeu, com aquele sorriso torto cheio de malícia.
Vitor! O que você ta fazendo aqui? - eu perguntei enquanto procurava algo para tampar a minha camisola.
- Deixa assim, ta bonito. - ele continuou.
- Engraçadinho você. Ta fazendo o que aqui heim? Meus pais vão te matar. - eu continuei com aquele mal humor matinal.
- Tenho uma surpresa pra você.
- Qual?
- Seus pais e os meus pais mais a Dani vão passar ano novo na praia. Na Região dos Lagos, tão planejando voltar só dia 03 e a melhor parte é que consegui convencê-los de te levar pra Copacabana comigo. Claro isso é se você quiser. - é claro que eu queria, mas a possibilidade de minha madrinha deixar eu e ele passarmos ano novo juntos era tão remota quanto acreditar que OVNIS existem.
- Para de mentir. Onde eles estão? Como você ia conseguir um feito desse? Impossível. - eu disse, virando-me para o outro lado para voltar a dormir.
- Você esqueceu que eu sou... Incrível? - ele susurrou em meu ouvido enquanto beijava levemente meu pescoço – Persuasivo? - continuou repetindo o mesmo processo – Convincente? - e eu já não conseguia mais dormir – Seus pais estão na minha casa conversando sobre a viajem... - ele continuava a me provocar, dizia algo e depois beijava-me.
- Para com isso garoto! Meu Deus! É de manhã. - eu respondi tentando me devencilhar dele e dos pensamentos que me causara.
- Olha só, põe logo uma roupa e vamos lá pra casa. - ele disse, como se não tivesse feito nada, agindo com a maior tranquilidade.
- Como você tem coragem de fazer isso comigo e depois agir tão naturalmente? - eu perguntei, afinal como alguém consegue provocar tanto outra pessoa e depois tirar o corpo fora como se não tivesse feito nada?
- Eu? Ué eu não fiz nada. - ele respondeu com aquele sorriso de malícia e depois se retirou do meu quarto para me deixar trocar de roupa.
O Vitor veio aqui em casa ontem , aliás passei a virada com ele! Como eu queria que aquelas mocréias soubessem. Foi ele quem me acordou ontem de manhã, tava tão lindo! E eu lá cheia de remela, cabelo bagunçado... Cruzes, não gosto nem de imaginar!
No início pensei que fosse um sonho, estava muito sonolenta. Tinha pego no sono às 05:00 do dia anterior.
- Bom dia! - ele me disse, com um sorriso enorme.
Humn... Mais um sonho com ele. - não acredito ainda que ele escutou isso, aliás não acredito que eu disse isso.
- Não é sonho não amor. - ele respondeu, com aquele sorriso torto cheio de malícia.
Vitor! O que você ta fazendo aqui? - eu perguntei enquanto procurava algo para tampar a minha camisola.
- Deixa assim, ta bonito. - ele continuou.
- Engraçadinho você. Ta fazendo o que aqui heim? Meus pais vão te matar. - eu continuei com aquele mal humor matinal.
- Tenho uma surpresa pra você.
- Qual?
- Seus pais e os meus pais mais a Dani vão passar ano novo na praia. Na Região dos Lagos, tão planejando voltar só dia 03 e a melhor parte é que consegui convencê-los de te levar pra Copacabana comigo. Claro isso é se você quiser. - é claro que eu queria, mas a possibilidade de minha madrinha deixar eu e ele passarmos ano novo juntos era tão remota quanto acreditar que OVNIS existem.
- Para de mentir. Onde eles estão? Como você ia conseguir um feito desse? Impossível. - eu disse, virando-me para o outro lado para voltar a dormir.
- Você esqueceu que eu sou... Incrível? - ele susurrou em meu ouvido enquanto beijava levemente meu pescoço – Persuasivo? - continuou repetindo o mesmo processo – Convincente? - e eu já não conseguia mais dormir – Seus pais estão na minha casa conversando sobre a viajem... - ele continuava a me provocar, dizia algo e depois beijava-me.
- Para com isso garoto! Meu Deus! É de manhã. - eu respondi tentando me devencilhar dele e dos pensamentos que me causara.
- Olha só, põe logo uma roupa e vamos lá pra casa. - ele disse, como se não tivesse feito nada, agindo com a maior tranquilidade.
- Como você tem coragem de fazer isso comigo e depois agir tão naturalmente? - eu perguntei, afinal como alguém consegue provocar tanto outra pessoa e depois tirar o corpo fora como se não tivesse feito nada?
- Eu? Ué eu não fiz nada. - ele respondeu com aquele sorriso de malícia e depois se retirou do meu quarto para me deixar trocar de roupa.
Que o Vitor é lindo, inteligente, engraçado...Isso todo mundo sabe, mas escutá-lo tão perto de mim e sentir aqueles lábios cheios e molhados tocar-me é meio assustador, não digo que seja ruim, mas é tão bom que torna-se assustador pensar que teremos 3 dias juntos, tenho medo de fazer algo que eu possa vir a me arrepender, mas não penso nisso quando o sinto tão perto e aquela voz grossa sussurra algumas palavras em meus ouvidos. Nessas horas sinto coisas que não conhecia até então e não é só isso, quando estamos perto um do outro me sinto tão bem, tão confiante que aconteça o que for estarei preparada. O problema é que essa sensação se vai no momento que ele diz que tem q ir. E, mais uma vez, toda a realidade cai sobre minha cabeça me fazendo fraquejar. Hoje ele ta dormindo na casa dele, mas ontem quando voltamos de Copa, dormiu aqui. Não que tenha acontecido nada, pois não aconteceu, mas a vontade quase gritou certa hora. Aliás nunca mais tomo champagne. Só que antes de contar sobre isso preciso contar sobre ontem durante o reveillon.
Tomamos o café na casa dele, todo mundo junto. A tia Sílvia olhando pras nossas caras como quem diz: - Eu sei perfeitamente o que vocês pretendem fazer! Sabe até tô me acostumando com a cara que ela nos faz, outro dia estava eu, a Dani, uma menina aqui do bairro e o Vitor conversando no portão. A menina só faltava se jogar no colo do rapaz e a tia Sílvia veio me falar que tava de olho em mim. Absurdo! Apesar de eu estar com aquela vontade fulminante de pular no pescoço da garota, não estava fazendo nada e ela veio falar comigo! Absurdo ¬¬”.
Bom, mas voltando ao assunto:
O próprio Vitor foi quem começou:
- Então Luiza, o seu pai tava me falando que você ia adorar passar ano novo em Copa, que sempre foi seu sonho. - rapidamente os olhares de todos cairam sobre mim, o da tia Sílvia me fuzilava os outros estavam curiosos para saber minha resposta.
- É... Queria sim! Mas nunca dá, eles sempre vão pra outro lugar. - eu comentei, como quem não quer nada.
- Olha Maria Luiza, nós vamos passar em Rio das Ostras, mas o Vitor vai ficar aqui. Se quiser pode passar com ele. - meu pai disse.
- O Vitor vai passar em Copa, ele nos convidou, mas como vamos todos viajar pensei que dessa vez você pudesse ir com ele. - minha mãe continuou.
Eu engoli seco, nem se quer ousei olhar pra minha madrinha. E disse que sim, pronto tia Sílvia havia ficado irada e eu radiante.
- Posso falar com você dois rapidinho? Quero que tirem o máximo de fotos que puderem. - começou a madrinha puxando-nos pelas mãos até o quarto dela:
- Enlouqueceram de vez? O que eu disse sobre ficar longe um do outro? Isso não vai dar certo, vocês vão ficar 3 dias juntos! Olha só eu vou contar tudo para os seus pais. - a tia Sílvia me disse como quem já determinou o que será feito.
- Do que isso vai adiantar mãe? - o Vitor perguntou com a voz firme e forte.
A madrinha fitou-o admirada e assustada com a atitude e ele continuou:
- Não vai adiantar nada. Isso não vai me fazer gostar menos da Luiza, não sei se a senhora reparou, mas o que eu sinto pela Luiza é maior que eu, que a senhora mesma e suas ameaças... Se contar hoje o que esta havendo entre eu e ela só vai fazer do ano novo de todo mundo um desastre. E ainda sim continuarei sentindo o mesmo, não mudará em nada.
As palavras dele entraram por minha alma.
-
Fim da parte I


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