- Eu precisava vir saber se era você mesma. - ele comentou, enquanto meu olhos estavam fixos no seu rosto perfeito.
- Você sabia que eu estava aqui? - perguntei após um pequeno instante de tempo.
- Escutei uma vez a Lorena comentando com uma menina que uma certa carioquinha estava morando na casa da futura madrinha do casamento dela e outro dia recebi um convite de uma festa de boas-vindas para a neta da dona Maria e hoje eu vim aqui me certificar. - ele respondeu num sorriso lindo e claro e eu mantive-me quieta, estava muito fascinada com aquele olhar cor de mel que parecia enxergar a minha alma.
Percebi que as pessoas ao redor me observavam críticas, a Júlia me encarava de forma mortal demonstrando total reprovação ao que via apenas notei tal fato quando parte de mim desprendeu de todo aquele fascínio que o Gabriel me causava naquela noite:
- Estão todos olhando. - comentei.
- Eu sei, mas eu não estou nem aí. - ele respondeu, sussurrando no meu ouvido e aquecendo meus tímpanos com seu hálito quente, senti o calafrio me subir pela espinha e fazer meus pêlos arrepiarem. - Acho que te deixei arrepiada. - ele comentou ao notar meus pêlos do braço oriçados.
Ele não disfarçou sua satisfação expressa num sorriso malicioso e eu desviei meu rosto impedindo que ele me visse corar com seu comentário, continuamos dançando sem mais diálogo.
- Vocês estavam lindos! - minha avó nos elogiou enquanto abraçava o Gabriel como se já o conhecesse a muito tempo, sentamos todos numa mesma mesa.
- Formam um belo par! - uma senhora de aparência semelhante à minha avó comentou, as duas conversavam animadamente, junto a um senhor da mesma faixa etária delas.
- Tudo bom? - cumprimentei, sendo observada com olhos flamejantes pela Júlia que caminhava até nossa mesa.
- Vai ser rápido, eu te faço companhia enquanto os dois estiverem conversando. - a Lorena complementou no meu ouvido.
- Não será necessário - ele interrompeu a Lorena de forma ríspida, porém mantendo seu ar bem-educado. - Júlia depois conversamos. - logo em seguida finalizou deixando as duas contrariadas, porém sem argumentos.
- Olha acho que elas duas não nos deixarão em paz, será que podemos ir para outro lugar? - ele cochichou no meu ouvido e eu instatâneamente respondi afirmativamente, não sei o que me deu na hora, mas eu queria muito ficar a sós com o Gabriel.
- Eu e Luiza podemos nos retirar? Dona Maria, tenho sua permissão? - ele perguntou e minha avó acenou a cabeça fazendo um "sim".
Cruzamos um jardim vazio dos fundos do salão, passamos por uma pequena ponte e fomos até alguns banquinhos de mármore onde nos sentamos em baixo do céu cheio de estrelas:
- Nunca imaginei que te veria de novo. - ele comentou sentando em um dos banquinhos.
- Muito menos eu. - disse, sentando em outro banco.
Ele me sorriu e percorreu seus olhos dos pés à minha cabeça como se me analisasse inocentemente eu o encarei e perguntei de uma forma involuntária:
- O que tanto você me olha?
Ele pareceu ficar desconfortável com minha indagação e eu sorri satisfeita, ao lado dele eu percebi que eu estava sendo a Maria Luiza de sempre, sem medos. Algo nele me causava certo interesse em demasia, ele estava tão atraente e carnalmente interessante que uma vontade estranha de querer ficar mais perto despontou do meu ser, mas eu me limitei apenas a continuar a observá-lo:
- Não faz tanto tempo, mas senti sua falta. - ele comentou após algum tempo em silêncio. O Gabriel parecia muito mais charmoso que quando nos conhecemos.
- E como vai a sua amiga? Daniele né? - seu tom tornou-se mais informal e menos sedutor e eu relaxei em sentir que o meu desconforto perante ele se esvaiu.
- Não sei muito bem, desde que toda aquela confusão se instalou na família dela a Dani parou de falar comigo. Ta tudo uma grande bagunça. - eu respondi triste enquanto me lembrava da última vez em que nos falamos.
- Calma, eu não vou deixar o meu irmão estragar a vida da sua amiga. - ele tentou me reconfortar, mas infelizmente sua voz não me enganava com uma falsa tranquilidade como aconteceria se fosse o Vitor a me dizer aquelas palavras.
- Esquece... Não quero falar sobre isso. - pedi quase que suplicando enquanto mais uma vez eu detalhava seus traços com meus olhos atentando à cada gesto expressivo.
- É a garota mais bonita da cidade. - ele disse, certa hora em que estavámos sentados um de frente ao outro.
Pigarreei um pouco sem graça levantei do banco de pedra, não queria ter ouvido aquelas palavras que me causaram certa perturbação, mal percebi mas era tarde quando voltei ao salão principal e uma banda desconhecida tocava as últimas músicas, fui conversar com a minha avó que se despedia de um casal de senhores idosos fiquei observando o Gabriel ao longe, ele não ousou aproximar-se de mim, aliás qualquer um daquele recinto não diria que eu o conhecia. A Júlia foi conversar com ele, ela estava um pouco bêbada e eu percebi quando ele a evitou de se aproximar mais, senti certa compaixão afinal ela era uma mulher linda que não precisava passar por uma cena daquelas, mas o Gabriel fora frio com ela e pouquíssimo tempo depois foi embora acompanhado de seus pais.
- Me surpreendeu essa noite. - minha avó comentou enquanto o senhor Davi nos levava de volta para casa. - Parecia que já conhecia o Gabriel, as meninas todas ficaram com inveja. - ela me disse piscando o olho direito como se quisesse me confidenciar um segredo.
Esbocei um leve sorriso e não acrescentei nada até ela interpor meus pensamentos com planos para o dia seguinte:
- Amanhã fomos convidadas para passar o dia no sítio da Margareth. Eu, você, a Lorena, a Júlia e a Madalena! Vai ser magnifico, vamos fazer planos para o casamento da sua prima!
29-01-10
Dani,
Eu já deveria imaginar que você não iria responder meu e-mail, aliás eu nem sei se você está lendo o que eu estou te mandando, mas eu preciso tanto desabafar com alguém. Encontrei um rapaz essa noite que me assusta, é o Gabriel, o irmão do Fábio.
Sabe ele não me assusta no sentido de causar medo à minha segurança, mas fico tão diferente ao lado dele, meus sentidos se comportam de uma maneira tão involuntária e minha alma parece querer sair para fora toda a vez que percebo que estou com ele.
O Gabriel é tão... Bom amiga ainda não tenho o adjetivo exato para descrevê-lo, uma certeza eu tenho é que ele não altera nada que eu sinto pelo Vitor, mas ele me confunde, principalmente porque até agora o Vitor não deu sinal de vida.
Eu quero estar com o Gabriel e ao mesmo tempo quero fugir de tudo que ele me causa como se uma nova avalanche de sentimentos pudesse me derrubar e esta tudo tão bagunçado que eu só queria não perder o controle sobre mim mesma.
Queria ter você aqui comigo, queria que nada disso tivesse acontecido, queria que você não estivesse chateada comigo e embora eu esteja incapaz de te pedir desculpas queria muito que você passasse uma borracha no que aconteceu.
Você é uma amiga muito especial para mim e eu te desejo tanta felicidade que você não faz ideia.
Te amo.
Maria Luiza
PS: Responde essa porcaria!
-
Acordei antes do celular despertar, o dia estava quente aliás até quente demais para Vale das Laranjeiras, pus um short djeans e uma camiseta branca, meus chinelos coloridos e fui até a cozinha onde um cheiro convidativo de algo sendo feito no forno perfumava a mansão:
- Bom dia! - disse, beijando a maçã do rosto de dona Conceição.
- Ta de bom humor é? Quem é você? - o senhor Davi brincou e eu lhe fiz uma cara feia, ele riu de mim e eu dei um leve tapa no seu ombro que ele pareceu nem sentir.
- E como foi a festa ontem? Saiu daqui tão bonita, chamou a atenção de algum rapaz? - dona Conceição me perguntou, mas antes que eu pudesse responder minha vó adentrou a cozinha.
- Luiza, vamos querida. A Margareth já me ligou estão todas nos esperando. - ela me apressou segurando uma chave de carro diferente da chave que o senhor Davi usava para dirigir o veículo escuro.
- A senhora vai dirigir, não quer que eu as leve? - ele perguntou.
- Não, é sábado vocês são os únicos funcionários que gostam de trabalhar nos finais de semana. Vamos de picape hoje, vem Luiza temos que nos apressar. - ela me puxou pelo pulso e me conduziu em passos rápidos até a garagem, onde uma picape vermelha importada de quatro portas repousava, ao lado de mais cinco carros, entre eles o preto, e outros quatro importados de marca desconhecida.
Saímos do centro de Vale das Laranjeiras e entramos numa pequena estrada de terra cercada de fazendas e sítios por ambos os lados, adentramos um portão enorme de madeira bem trabalhado e minha avó estacionou o carro num pequeno canteiro próximo ao portão, descemos e fomos recebidas pela dona Margareth e pela Madalena que nos abraçaram animadamente:
- Estão todos lá no campo, os rapazes estão jogando! - dona Margareth enroscou seu braço no meu e me conduziu até o campo de futebol, onde paralisei quando presenciei um beijo entre a Lorena e o Fábio.
-Aquele é meu filho mais velho, venha conhecê-lo! - a mãe do Gabriel me puxou até o centro do campo de futebol e me deixou frente a frente com o casal.
Analisei a cor morena do Fábio esbranquiçar-se com a minha presença, ele não conseguiu fechar a boca diante do susto que tomara, por sorte a dona Magareth não percebeu e o Gabriel conseguiu interceder antes de qualquer suspeita:
- Mãe, a dona Maria esta te chamando! Deixa que eu faço as apresentações! - ele disse, pondo o braço por meus ombros:
- Acho que precisamos esclarecer algumas coisas para a Lorena. - a voz do Gabriel diminuiu enquanto o Fábio permanecia em choque.
- Ela já sabe. - fui ríspida e os dois a encararam com a feição de dúvida.
- Pera aí, o que você sabe Lorena? E você, Luiza, ta fazendo o que aqui? E meus pais eles sabem de alguma coisa ou de tudo? - o Fábio finalmente perguntou mantendo sua voz moderadamente baixa.
- Acho que aqui não é o melhor lugar para conversarmos, vamos para dentro. - o Gabriel parecia ser o mais racional da situação e nós quatro fomos até a casa principal, conversar no escritório.
- Muito bem preciso saber o que esta acontecendo aqui, o que você sabe Lorena? - o Fábio perguntou, fechando a porta do escritório, ela permaneceu quieta:
- Ela sabe que você engravidou a Dani. -eu fui objetiva.
- Você contou para ela? - o Fábio me indagou.
- Não.
- Então como você sabe Lorena? - foi a vez do Gabriel perguntar.
A ruiva então me analisou com raiva e pela primeira vez senti medo dela, eu percebi que estava pisando em terreno desconhecido e não procurei avançar nas minhas respostas, até porque não era mais necessário:
- Eu escutei quando essa garota apareceu na sua casa totalmente descontrolada e assisti a tudo que vocês conversaram, mas eu não me importo com essa tal de Dani ou sei lá qual o nome. Fábio eu só quero me casar com você e que se dane essa amiguinha da Luiza.
- Que se dane não, eu não vou deixar ela sozinha! - explodi alterando o tom de voz, o Gabriel me segurou.
- Cala essa sua boca, você só me atrapalha! Volta para a sua vidinha medíocre no Rio e me deixa em paz, para que você está aqui? Tomara que essa sua amiga perca esse maldito bebê! - me enfureci ao escutar a última frase dita por ela e caminhei em passos rápidos em sua direção , mas o Gabriel me segurou antes de eu me aproximar e o Fábio fez o mesmo com a ruiva irritante.
- Dobre sua língua ao falar da Daniele!
- Calma vocês duas! - a voz grossa do Gabriel emudeceu nós duas, enquanto meu corpo estava totalmente preso nos braços dele de modo que eu não conseguia me soltar.
- Olha Lorena ta pegando muito pesado você, relaxa tá! - o Fábio continuou aparentemente irritado.
- Fábio me solta! - ela gritou e ele mandou ela se calar.
- Fábio tira ela daqui, conversamos depois. - o Gabriel disse, enquanto o irmão carregava a noiva para fora do escritório
- Se controla Luiza, deixa de ser explosiva! - o Gabriel gritou assim que me soltou, mas eu não lhe dei atenção e fui andando até a porta do escritório foi quando ele me puxou pelo braço num gesto rápido e ficamos de frente:
Observei mais de perto seus belos olhos que tanto me confundiam e minha pernas ficaram bambas, mas ele me segurava dando firmeza à meu equilíbrio. Eu estava totalmente vulnerável, ele esboçou um sorriso demonstrando gostar do controle da situação e eu continuei sem forças para reagir.


Primeiraaa a comentar lalalala...
ResponderExcluirameeiii
e acho que por maais que ela ame o victor ela
deve dar uma chance pro gabriel
ela naum pode esquecer da vida dela e sohpensar no victor ela tem que dar uma nova chance pra ela !!!
ai ela nao pode esquecer o Vitor
ResponderExcluirmais concordo cm a Thamara ela deve dar um chance pro Gabriel se ele mexendo assim cm ela
posta mais
nem sei mais de qe lado tou
ResponderExcluiro Gabriel é tão tão e o
Vitor mora aki --> s2
enfim Lu siga seus sentimentoss
e continueeeeeee
torço pra que a Luiza fique com o Vitor
ResponderExcluiro Gabriel é um fofo, mais o Vitor é mais *--*
continua (y
torço para que a Luiza seje feliz
ResponderExcluirmaixxx.... precizoo ler..haha
ResponderExcluiramando muiito,
quro q ela fique com "V"
♥
nattane
necessitoo de mais
ResponderExcluirVaaii Rolaar um Beiijo!!
ResponderExcluirTa Otimoo amigah!
posta maais!!!
Taís Lins
Ela não tem que dar chance para o Gabriel.
ResponderExcluirEla é do Vitor e de mais ninguém.