sexta-feira, janeiro 22, 2010

Cap XVIII - Boas ou más intenções?

É realmente notável as mudanças que aconteceram desde que o Vitor entrou na minha vida, bom eu sei que ele sempre esteve na minha vida, mas me refiro à maneira como nosso relacionamento mudou. Até meses atrás eu era uma simples menina na fase de vestibular, ao qual estudava para um curso almejado pelos pais e não por mim, mas tudo transformou-se após uma simples e inesperada conversa até meus sentimentos sofreram uma metamorfose repentina e acho que eu mesma transmutei para alguém que ainda estou descobrindo. Me sinto mais madura, mais inteligente, porém inofensiva de mais. Antes eu não costumava levar desaforo para casa, nunca fui de brigar e sair no tapa, mas eu sempre tinha as palavras mais inteligentes e ofensivas na ponta da língua dispostas à quem fizesse o necessário para escutar, hoje em dia não. Fiquei refletindo isso essa manhã, lembrando do episódio do dia anterior quando encontrei a futura esposa do Fábio.

Lorena é uma mulher bonita, aliás uma das mais belas que já vi na vida. Os cabelos vermelhos e os olhos verdes realçam seu tom de pele, os lábios rosados dispensam qualquer tipo de batom, ela parece uma daquelas pessoas que vemos na televisão ou em capas de revistas famosas, aquele tipo de ser humano aparentemente fictício de tão bonito.
O Fábio não poderia ter escolhido outra pessoa para noivar, agora o comentário do Gabriel sobre o irmão estar com ela por conveniência começava a me fazer sentido.
Aqueles olhos verdes subiram dos pés à minha cabeça em questão de instantes e ela não fez o mínimo esforço para disfarçar a análise que fazia de mim:
- Amiguinha nova Gabriel? - sua voz era de desdem, as palavras saiam meio bagunçadas. Deduzi que Lorena estava bêbada.
O Fábio permaneceu quieto e tenso, não movia um músculo sem antes pensar nas consequências. Eu e o irmão dele continuamos sentados, ignorando totalmente o ritual de educação social que nos ensina a dar dois beijinhos perante um encontro com outras pessoas.
- Esta a menos de vinte e quatro horas e já arrumou uma menininha da cidade. - ela continuou, na tentativa de me provocar. Apesar de não ter gostado do comentário eu não rebati.
- Não ligue, ela esta bêbada. - o Gabriel cochichou em meu ouvido um fato que eu já tinha percebido.
O Fábio segurou forte no braço da noiva e a puxou para perto de si, ele queria finalizar aquela conversa totalmente desconfortável para ambas as partes:
- Conte a ela sobre a Flávia! - Lorena aumentou o tom de voz, quase que gritando.
- Já chega! - o Fábio pareceu irritar-se e puxou a ruiva com tanta força que ela desequilibrou-se e sem poder resistir prosseguiu seu caminho acompanhando os passos do noivo.
O Gabriel pareceu ficar chateado com a conduta tomada pela noiva do irmão, ela parecia tão auto-confiante, tão segura de si, mal sabia ela que seu noivo a traia com uma adolescente que era minha melhor amiga.

Passei a madrugada em claro esperando por um telefonema do Vitor que não aconteceu, o céu já clareava quando consegui fechar meus olhos, mas vozes vindo da cozinha me despertaram logo em seguida. Eu reconhecia aquela bela voz grossa e masculina que conversava com meus pais, só de ouvir meus pêlos arrepiavam e meu coração acelerava de uma forma única, mas o que ele deveria estar fazendo ali?
Após encarar-me no espelho do meu armário e lembrar da noite passada, caminhei até o banheiro onde lavei o rosto e segui para a cozinha, não me surpreendi com a imagem do meu Vitor sentado na bancada onde um copo de café com leite repousava:
- Bom dia. - eu disse com a voz ainda meia sonolenta.
- Bom dia. - o velho sorriso malicioso e charmoso estava de volta, fazia tempo que não o via. Acho que devo isso à camisola “Good Dreams” que particularmente não acho nada sexy. Por sorte meus pais não perceberam o charme irresistível que ele fazia questão de usar para mim. Abri a geladeira e de dentro tirei a caixa de leite:
- O Luís descobriu que o Fábio é o pai da criança que a Daniele esta esperando.- minha mãe comentou. O susto me fez derrubar todo aquele líquido branco no chão.
- Mais cuidado filha. - meu pai alertou, mas fora apenas para não deixar aquele episódio passar despercebido.
- Nunca imaginei que um homem daquele fosse ser o pai do bebê da Daniele, pensei que fosse alguém mais novo. - minha mãe prosseguiu enquanto o Vitor me ajudava a limpar a sujeira que eu mesma fiz.
- O que o tio Luís fez? - eu precisava saber.
Meu pai parecia não se importar com toda aquela historia que se desenrolava na sua frente, estava tão compenetrado no jornal de esportes que limitava-se a pequenos comentários. Eu sei que o futebol prende a atenção do meu pai de uma forma absurda, mas aquela reação dele estava estranha de mais, aliás aquela não-reação dele estava estranha demais. Algo já tinha sido decidido:
- Porque o meu pai ta assim? - perguntei, minha mãe me encarou com a feição chateada e respondeu:
- Nem eu e nem o Vitor conseguimos fazê-lo mudar de idéia. Pergunta a solução maravilhosa que ele e a topeira do seu padrinho tiveram para essa história!
Foi a primeira vez que vi meu pai fechar o jornal de esportes, dobrá-lo e nos encarar para iniciar um assunto delicado:
- Eu e o Luís concordamos em denunciar o Fábio por abuso sexual. Ele seduziu uma menor e isso é crime. - meu pai respondeu como se ele fosse algum tipo de advogado. Não acreditei quando ouvi da boca dele uma sandice daquela, não que eu seja fã número um do Fábio, pois eu não sou, mas ele não seduziu ninguém e o que meu pai e meu padrinho queriam fazer era totalmente injusto. A Daniele estava perfeitamente consciente de seus atos quando fez o que fez.
- Você estão malucos?! O Fábio não seduziu ninguém! - eu defendi, minha voz saiu o mais alta que o imaginado.
- Ta resolvido já! - meu pai tentou finalizar.
- Não! Não esta nada resolvido! Você e o Luís são dois idiotas. A Daniele sabe o que é certo e o que é errado, se ela teve relações sexuais com o Fábio foi porque quis, ele não a obrigou a nada! E tem mais, se esse rapaz é inocentado ele pode muito bem processar vocês dois por danos morais. - nunca vi minha mãe tão irada quanto estava nessa manhã, sua voz soava estridente e alta.
- Ta decidido. - meu pai insistiu.
- Eu já disse que não está!
Percebi a necessidade de contar sobre minha conversa com o Gabriel na noite anterior, eu pretendia dizer apenas após ele conversar com a tia Sílvia e a Dani, mas não podia esperar. Respirei fundo e orei para que aquela informação acalmasse meu pai e o fizesse repensar sobre a decisão de denunciar o Fábio por uma coisa que ele não cometeu.
- O irmão do Fábio está na cidade e ontem nós conversamos sobre esse assunto, ele vai falar com a madrinha e a Dani hoje, o Gabriel me certificou que o filho da Daniele não vai nascer sem pai.
O Vitor me fitou curioso, meu pai pareceu parar para raciocinar e minha mão fez o primeiro comentário:
- Gabriel é aquele menino bonito que te trouxe aqui ontem à noite?
- É, aquele é o irmão do Fábio. Pai, deixa o Gabriel conversar primeiro com a Daniele e a tia Sílvia, se não tiver resultado vocês denunciam o Fábio.- argumentei.
- O irmão do Fábio não é o Fábio. - meu pai respondeu.
- Mas é da família e me pareceu estar falando sério. Me deixa tentar resolver essa situação sem envolver a policia, por favor! - supliquei, meu pai pareceu cogitar a ideia.
- E quando isso vai acontecer?
- Daqui a pouco, eu vou ligar para ele e nós vamos lá.
- Ok, você tem até a hora que eu voltar do trabalho.
- Ótimo! - e o abracei e beijei sua testa em sinal de agradecimento, o leve sorriso esboçado pela minha mãe transpareceu o alívio que ela provavelmente deve ter sentido.

Corri para o quarto eu iria trocar de roupa o mais rápido possível, minha mãe e o Vitor me seguiram, ele permaneceu sério e quieto durante todo o momento:
- Estou orgulhosa de você. - minha mãe me disse, com o tom doce.
- Obrigado. - agradeci, antes de abraçá-la meu pai chamava da cozinha dizendo que os dois já estavam atrasados.

O Vitor fechou a porta quando ouvi o carro do meu pai dar a partida, parecia contrariado, mas eu ignorei à principio. Beijei seu rosto, mas ele me empurrou levemente:
- E ontem como foi a conversa? - ele perguntou.
- Foi boa, o problema da Dani esta quase todo resolvido. - respondi, voltando minha atenção para a roupa que eu iria usar.
- Tô vendo que sim, já trocaram até telefones. - ele sentou na minha cama, enquanto me observava. - Vai de camisola, não seria a primeira vez que ele te veria assim. - agora estava evidente o motivo do mau-humor.
- Quem te contou? - perguntei, devolvendo a roupa escolhida para dentro do armário e voltando-me por completo para ele.
- Não interessa, fato é: Não foi você.
- Ah... Amor não achei necessário. - fiz uma voz doce a acariciei seus cabelos lisos.
- Se eu aparecesse de samba-canção para uma de suas amigas você iria gostar?
- Ta bom, me desculpa. Da próxima vez uso uma burca. - brinquei na tentativa de descontrair a situação.
- Então ta, se você me prometer. - ele rebateu sorrindo antes da total ausência de palavras que prosseguiu logo após.

Senti seus dedos subirem calmamente por sobre minha perna até as coxas, fechei os olhos e permiti mentalmente deixá-lo ir até onde quisesse, mas suas mãos pausaram nos babadinhos da camisola e então ele levantou-se diante mim, nos encaramos por algum tempo até perceber que nossas respirações estavam pesadas, o corpo dele me atraia de uma forma incontrolável eu o queria naquele exato momento. Seu braço direito enroscou-se por minha cintura e num só gesto ele me puxou para mais perto de si, nossa respiração ficara ainda mais pesada. Nos beijamos de uma forma forte, minhas mãos afrouxavam sua gravata e aos poucos fui me inclinando dando a menção de deitar na cama, ele me acompanhou. Enquanto meu corpo parecia agir por vontade própria meus pensamentos estavam à mil, imaginado se aquela seria ou não minha primeira vez. A parte boa era que ele já sabia que eu nunca tinha feito a ruim era que eu ainda não tinha certeza se era assim que eu queria que fosse, no meu quarto, de repente, seguindo apenas as vontades da espécie. O toque do celular nos trouxe de volta à racionalidade humana, o nome Gabriel piscava no display do aparelho :
-Não acredito. - murmurou o Vitor, assim que leu o nome.
- Oi Gabriel. - eu atendi.
- Lu, te acordei?
-Não tudo bem. Pode falar.
-Daqui a uns vinte minutos vamos lá na casa da sua amiga, ta bom?
-Ok.
Após desligar voltei meus olhos para o Vitor, ele me encarava com o semblante notoriamente contrariado:
- Espero que ele sirva para alguma coisa. - foi o comentário feito antes de bater a porta do meu quarto e arrancar com o carro estacionado em frente a minha casa.

A atitude do Vitor me admirou, ele sempre foi tão calmo e agora agia como alguém descontrolado e impulsivo. A razão dele estar fazendo isso era o fato do Gabriel ser irmão do Fábio, mas o Vitor deveria entender que o Gabriel só queria ajudar.

Pouco tempo depois estavámos os quatro reunidos na sala de estar da casa dos padrinhos, a Daniele com os olhos inchados parecia ter chorado a noite inteira e a tia Sílvia aparentemente abalada com os fatos recentes. O tio Luís já tinha ido trabalhar, então presumi que a conversa fosse ser menos turbulenta:
- Qual seu nome? - tia Sílvia perguntou.
- Gabriel.
- Bom Gabriel, presumo que já deve saber a decisão do meu marido e do pai da Luiza em denunciar seu irmão.
- Sim senhora. - felizmente enquanto caminhávamos até a casa da Daniele pus o irmão do fábio ciente desse completo absurdo que era denunciar alguém por algo que não cometeu.
-Quais argumenos você utilizaria para que eles não denunciassem seu irmão?
- Senhora, os pais do Fábio são os meus pais e conhecendo-os como eu conheço eles nunca permitiram que uma criança com o sangue da família fosse criada sem a presença do pai. A mesma educação dada ao Fábio foi dada a mim e eu garanto que não foi essa. Hoje mesmo vou conversar com o Fábio e se mesmo assim ele não quiser assumir o filho nossos pais ficarão à par de tudo. Eu garanto. - o Gabriel começou a explicar pondo em pauta todas as razões que explicavam porque denunciar o irmão não seria uma das mehores alternativas, em momento nenhum o nome Lorena foi mencionado. A Dani continuava me olhando de cara feia e eu sabia que aquele fato não mudaria tão cedo, no final da conversa a madrinha pareceu bem mais tranquila e até nos convidou para o almoço que foi recusado devido as circuntâncias.

Fomos caminhando até a minha casa, eu pensava no macarrão instantâneo que seria meu almoço, isso é se eu tivesse a sorte de não queimá-lo. Meu estômago só faltava gritar de fome, até momento estava sem por um pedaço de biscoito na boca devido a toda a confusão.
- Obrigado pelo que esta fazendo pela minha amiga. - eu agradeci.
- Não é nada além do necessário. - ele respondeu no mesmo momento em que a Aline passou por nós nos olhando curiosa, eu sabia que mais tarde alguma fofoca sobre eu e o Gabriel iria rolar, aliás mais uma fofoca.-
Vou entrar para fazer o almoço, obrigado d enovo Gabriel. - agradeci, mas antes de girar a chave no portão ele me segurou o braço direito levemente.
- Quer almoçar comigo? - embora eu soubesse que o almoço ao qual o Gabriel se referia ia muito além de um prato de miojo semi-queimado eu neguei, a príncipio.
- Poxa Gabriel eu acho melhor não.
- Por favor Lu, olha eu não aceitarei um não como resposta.- ele disse sorrindo e eu aceitei até porque a lembrança do meu último miojo não me era nenhum pouco convidativa.

O restaurante se chamava "Gourmet" e ficava bem no centro da cidade, num estilo que misturava japonês e italiado com a culinária exclusivamente brasileira, as pessoas dali todas muito bem vestidas e os garçons em trajes formais davam um ar bastante social ao lugar, as mesas em detalhes pretos, as janelas de vidro enormes nos permitiam ver tudo que se passava do lado de fora sem que para isso as pessoas de fora nos vissem.
Um senhor de meia idade muito bem vestido e educado abriu a porta para nós e nos conduziu até uma mesa próximo à janela, uma música ambiente descontraia um pouco o local.
Os olhos mel do irmão do Fábio me intrigavam, pareciam tão distantes observando uma menininha e sua mãe, o que será que ele deveria etar pensando?
- E então o que você esta pensando? - o Gabriel me perguntou, pareceu ter lido minha mente.
- Estou pensando no que você esta pensando. - sei que soou meio idiota e glichê, mas fui pega de surpresa.
- Estou pensando onde você esconde suas asas.- ele repondeu sem o mínimo de retração.- Acho que nunca vi um anjo antes. - e prosseguiu perante meu silêncio.
- Não sou um anjo.
- Mas é uma pessoa rara Luiza. Meus pais adorariam te conhecer.
- Me conhece a dois dias.
- E queria poder conhecer mais, só que domingo estou voltando para o Sul. Tirei umas férias relâmpago do trabalho e não posso demorar.
- Entendo. - respondi, enquanto meus olhos fixavam-se numa senhora bem vestida que adentrara o restaurante.
O garçon não demorou a trazer nossos pratos, algo pequeno e colorido repousava na louça, o macarrão instatâneo semi-queimado me alimentaria mais que aquela iguaria indeterminada, porém não transpareci minha total aversão àquele quitute:
- Prefiro um hamburguer e um refrigerante. - o Gabriel comentou enquanto encarava seu prato, eu ri.
- Podemos comer algo depois, em outro lugar.
- Com certeza.
- Que surpresa boa encontrá-los aqui! - o Vitor me assustou ao aparcer em nossa mesa, trajando seu terno preto com agravata que eu quase arranquei.
- Vitor, boa tarde! - foi a vez do Gabriel comemorar, os dois pareciam velhos amigos.
- E então o que estavam fazendo? - o Vitor perguntou logo após colocar uma cadeira ao meu lado.
- Conversando um pouco, você e a Luiza são as pessoas com quem eu mais me identifiquei. - o Gabriel comentou utilizando uma dose de sarcasmo, ele e o Vitor encaravam-se como duas feras.
- A Luiza é incrivel mesmo e você é uma pessoa muito bem... - o Vitor pausou procurando a palavra mais adequada e depois completou com ênfase - intencionada.
- Sabe como é, faço o meu melhor. - ele devolveu, aquela situação não estava nenhum pouco agradável e eu tentei fazer algo para melhorar:
- Vitor o que esta fazendo aqui?
-Ah amor é minha hora do almoço e eu sempre venho aqui. - ele respondeu beijando meus lábios.
- São namorados? - o Gabriel perguntou.
- Ela não te contou? Amor que coisa feia!
-Não brigue com ela, só conversamos sobre assuntos interessantes.
- Ah então ta explicado! Isso não é interessante, é importante. - o Vitor fez questão de destacar essa última palavra.
- Que horas termina o seu almoço? - o Gabriel parecu perder a paciência.
- Tenho uma reunião às três então até lá posso ficar com vocês. - e o sarcasmo continuou, dessa vez acompanhado de mais um sorriso.
- Chega Vitor. - cochichei em seu ouvido, aquela situação já estava saindo do controle.
- Luiza se quiser eu vou embora. - o Gabriel disse.
- Claro que não, mas se não for pedir muito posso ter uma palavrinha com o Vitor?
- Com toda certeza, quer que eu saia?
- Com toda certeza. - o Vitor implicou.
- Não, nós saimos. - puxei o Vitor e fomos conversar do lado de fora, eu estava muito irritada com a atitude dele.
O sangue fervilhava por sobre minhas veias, aquilo se chamava raiva e eu estava com muita.- Que palhaçada foi essa?! - perguntei tentando controlar minha voz para que esta não saisse alta.
- Luiza você não é burra, percebeu a forma como ele olha para você?
- Vitor, você ta viajando! O Gabriel ta fazendo muito pela sua irmã, devia ser mais grato.
- E como agradecimento vou entregar você à ele? Nunca! Não quero ver vocês dois juntos, fui suficientemente claro? - odeio quando querem me dar ordens, ainda mais da forma como o Vitor disse. Os batimentos do meu coração pulsaram em disparada e senti meu corpo esquentar quando encarei aqueles olhos enfurecidos, dei dois passos para trás antes de dar-lhe às costas e adentrei novamente o restaurante. Ele não me seguiu.

Voltei à mesa bufando o Gabriel degustava uma taça de algum líquido vermelho, provavelmente deveria ser vinho:
- E então se resolveu com o seu namorado?
- Ele não é meu namorado, olha me desculpa pelo Vitor.
- Não se preocupe, ele esta apenas protegendo quem ama.
- Não Gabriel, o Vitor não sente ciúmes de mim. Eu o conheço, ele esta assim porque você é irmão do Fábio, nada além.
- Luiza, você é uma bela mulher e ele sabe disso.
- Bela? Eu? - tive que rir com aquele comentário, nunca me considerei nenhum referencial de beleza e muito menos ninguém nunca me considerou também - Gabriel o que tinha nessa bebida? Olha para mim e olha para o Vitor, não é porque eu gosto dele, mas ele é um homem lindo, independente, inteligente... Não há motivos para achar graça numa garota que nem na faculdade entrou! E esse é um dos motivos que o fazem ter a certeza de que nenhum outro rapaz na condição dele sentiria atração por mim. - expliquei tentando ao máximo expor os motivos que me faziam crer o motivo do Vitor não sentir ciúmes de mim.
- Acho que esta completamente errada, ele não deve sentir ciúmes porque sabe que é díficil encontrar rapazes com as caracteristicas semelhantes a dele, mas um leão reconhece o outro.

A resposta do Gabriel me pareceu ter duplo-sentido, o que ele quis dizer com a expressão" Um leão reconhece o outro" ? Será que ele queria dizer que estava interessado em mim, sempre achei pouco provável, mas depois do que ouvi da própria boca dele tenho minhas dúvidas.
O Vitor não me ligou, nem muito menos deu algum sinal de vida provavelmente deveia estar fazendo charme para que eu telefonasse, mas não o fiz. Afinal eu não estava nenhum pouco interessada em dar ibope para tanta bobeira, antes de dormir recebi uma mensagem do Gabriel:

" O Fábio resolveu falar com o pai da Daniele
amanhã, como é sábado todo mundo se reune
e resolvemos logo essa história.
Boa noite
ass Gabriel "

2 comentários:

  1. aiiii !!! jah to ateh vendo naum quero que a luiza fike com o gabriel
    poxa o
    victor tem td haver com ela!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  2. aegh... Gabriel sóveio atrapalhar as coisas
    tava indo td tão bem...

    continuaaa

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