- Você me mudou Luiza, eu que tenho que agradecer. Te amo.
- Acho que ela nunca vai me perdoar. - respondi.
-Filha, a Daniele te ama, mas esta muito chateada com você, para ela você agiu errado em dizer a verdade.
- Eu só queria o bem dela...
- Tomara mãe, tomara...
Aos poucos fui organizando o que faltava, pus alguns sapatos, umas poucas blusas que eu havia esquecido no armário, mais parecia que eu iria passar dias na casa da minha avó e não de fato me mudar.
- Não queria que terminasse assim... - escutei minha mãe lamentar, entre suspiros.
- Não tem nada terminando mãe.
Entramos no carro de vidro fumê e ali permaneci quieta, meu coração dóia a medida que a certeza de que eu não veria mais o meu Vitor se intensificava.
Tentei ao máximo não chorar na frente da minha mãe, nunca gostei de chorar na frente de qualquer pessoa acho que isso é um sinal de fraqueza apesar de que com o Vitor esse fato ter se tornado habitual.
- Quer ligar o som? - minha mãe perguntou na tentativa de quebrar o silêncio eu neguei com a cabeça e continuei a analisar a paisagem por fora da janela.
Eu lia cada placa que passava, cada informação escrita que me fazia supor que eu me aproximava do aeroporto, mal percebi quando na minha cabeça um lapso de memória me lembrou que eu nunca andara de avião antes:
- Pelo amor de Deus Luiza! Fale alguma coisa, já esta me deixando nervosa com esse silêncio todo, você nunca foi assim! - minha mãe enfim reclamou, enquanto dividia sua atenção estacionando o carro.
- Quando chegarei lá?
- Você deve chegar no aeroporto às 01:00, de lá o motorista da sua avó te leva até a cidade onde ela mora que deve levar mais uns quarenta minutos... Bom lá pelas 02:00 da manhã você estará lá com certeza. - ela afirmou enquanto fazia cálculos mentais.
- Ok. - respondi tirando do porta-malas minhas coisas, dei às costas a minha mãe e apressei meus passos.
- Aonde você vai com tanta pressa? - uma voz masculina soou vindo de detrás de mim, eu reconheci instantâneamente e meus olhos brilharam em felicidade, ele estava a poucos metros de mim próximo a minha mãe, ela sorria e eu abracei o Vitor com tanta urgência que deixei minhas malas de mão cairem no chão:
- Você não percebeu meu carro atrás de você durante todo o trajeto? - o Vitor me perguntou, enquanto eu me envolvia em seu abraço apertado e aconchegante.
- Não eu não vi amor...
- Sua mãe pediu que eu viesse. -ele sussurrou.
- Obrigado mãe. - agradeci.
- É o mínimo que eu poderia fazer.- ela respondeu e após um silêncio de quase dez minutos eu perguntei algo que minha mente queria saber.
- Uma coisa eu não entendi, como reagiu o tio Luís, a Dani e a tia Sílvia?
O Vitor desviou o olhar para minha mãe, ela se aproximou de nós e num tom pesado respondeu:
- O Luís e a Sílvia não estão se falando.
- A Dani passa os dias trancada no quarto... Ta um verdadeiro inferno lá em casa, parece que todo mundo pirou. - ele finalizou com um longo lamento.
Não pude deixar de me sentir culpada, parte de tudo que estava acontecendo era por causa da total falta de sanidade ao beijar o Vitor pela primeira vez, foi ali que tudo começou a acabar e talvés nada pudesse ser como antes, eu tenho vergonha de admitir mas durante um breve instante de tempo desejei do fundo do coração morrer, aquilo me assustou logo após, mas fora um pensamento que não pude controlar.
- A culpa não é sua amor. - o Vitor pareceu ler meus pensamentos e com um sorriso doce me acalmou.
Famos caminhando até o hall do aeroporto, após feito o check list abracei minha mãe apertando-a num abraço gostoso e forte:
- Pare de chorar, logo logo você volta. - minha mãe disse aos prantos, mas eu não chorava. Ela queria acalmar-se.
- Relaxa mãe, logo logo eu volto. - eu respondi repetindo as palavras que ela dissera num sorriso triste na tentativa de animá-la.
Agora era vez de eu me despedir dele, do meu Vitor. Meu coração apertou e minha garganta pareceu ressecar, dei dois passos em direção a ele e encarei aqueles olhos castanhos:
- E então...? - perguntei.
- E então? - ele repetiu.
- Então... - repliquei pouco antes dele calar qualquer pensamento meu com um beijo, aquele tipo de beijo tão urgente e necessário que te tira o chão. Cada partícula do meu corpo respondeu aos estímulos enviados através daquele toque labial, desci minha mão direita pela nuca dele e senti seus cabelos castanhos e macios.
- Ainda não consigo acreditar que você vai sair da minha vida... Luiza eu te amo, te amo, te amo...
Passei o dedo indicador pelos seus olhos para enxugar suas lágrimas, ele sorriu triste:
- Sua moleca, olha no que você me transformou? Num bobo chorão e apaixonado... Obrigado.
- Te amo Vitor, somos para sempre, para todo o sempre. Mesmo longe, a certeza de que você existe me fará feliz.
- Eu te amo tanto Lu que a sua felicidade me satisfaz, mesmo te vendo com outras pessoas.
Nos abraçamos mais uma vez numa despedida triste e melancólica, eu já sentia saudades dele mesmo estanto envolta em seu corpo, aos poucos fui me distanciando do Vitor enquanto sentia o cheiro dele evaporar no ar, entrei no hall de passageiros e não mais o vi.
Algo em mim dizia que a mudança iria me surpreender, mas o que realmente estaria por vir?


ain qe triste =(
ResponderExcluiraté chorei *
continuaaaa
tah mto bom
mais
ResponderExcluirmais
mais
ki triste lindo maiis triste
ResponderExcluirnossa chorei pacas lendo (a boba sentimental...) espero ki els voutem a fikar juntos novamente ou que pelo menos eles sejam felizes .....
MAIIIIIS >.< :'( !!!!
me emocionei muito muito lindoh E TRISTE
ResponderExcluirKerooo maaaiiis !!!
ResponderExcluirpostaaaaaaaaaa
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