Foi difícil dormir na noite de quinta para sexta, meus pensamentos fluíam de uma maneira incontrolável. Por mais que eu tivesse decidido voltar a ser a Maria Luiza de antes as lembranças do Vitor ainda me dominavam e eu não conseguia me livrar. Depois da mensagem que ele me mandara na segunda nunca mais havia dado sinal de vida a impressão era de que tinha me esquecido com a mesma facilidade de alguém que esquece as datas dos acontecimentos históricos. Peguei no sono quando o Sol já nascia. Sonhei que voava entre os prédios do Centro e de uma hora para outra a gravidade me fazia despencar e ninguém me ouvia, pois minha voz saia abafada e não me viam porque estavam muito ocupados com seus trabalhos. Senti uma mão tocar-me o ombro e meus olhos se abriram para o mundo real. Era meu pai sentado na beira da minha cama:
- Oi pai? - perguntei, sonolenta, meus pensamentos ainda revesavam entre o sonho e a realidade.
- Filha eu e sua mãe vamos ter que viajar à trabalho, voltaremos no domingo à tarde. - ele avisou.
Meus pais trabalham numa empresa de laticínios e são responsáveis pela produção da região sudeste e sul, por isso sempre quando uma das dez fábricas espalhadas por essas duas regiões dá problema eles tem que viajar às pressas. Não preciso ser um gênio para imaginar que fora isso que tinha acontecido e mais uma vez lá iriam os dois. Eu balancei a cabeça para indicar que tinha entendido ele me deu um beijo em sinal de despedida.
O relógio marcava 13:00 quando acordei, não tive disposição para levantar. Permaneci deitada olhando para o teto e desejei ficar naquela cama até me livrar dos pensamentos que me torturavam, pensei em deixar o mundo lá fora e ficar ali, imóvel até quando tivesse a certeza de que tudo havia passado, mas antes que essas ideías destrutivas ganhassem força a Dani já estava aqui em casa cheia de bugigangas eram bijuterias, maquiagens, uma agenda, roupas, cremes, esmaltes...Tudo!
Sem saber a Dani conseguiu me distrair, aliás acho que ela não tem nem ideía do quanto esta me ajudando sem ela eu ficaria no meu quarto e não moveria um músculo para ir a essa tal boate.
- E aí amiga, animada? - a Dani me perguntou, enquanto tirava de dentro da geladeira uma pizza de mussarela congelada.
- Aham. - respondi, forçando o aham mais animado que eu poderia expressar.
- Vou dormir aqui hoje. Olha só quando forem umas nove e meia meu pai nos leva até lá e na volta pegamos um táxi. Aí amiga! Eu tô tão animada, cara nem acredito que vamos pra Party Night! Tem noção amiga?!- eu sorri e não respondi, porque na verdade eu não tinha a mínima noção. Se me dissessem que essa boate é tão conhecida quanto o botequim da esquina eu acreditaria.
Às vezes penso que se eu e a Dani não fossemos criadas juntas nunca seriámos amigas. Eu e ela somos completamente ao contrário. Ela sabe tudo de boates, sabe qual é ruim e qual é boa, os tipos de pessoas que frequentam determinados lugares e por aí vai, mas era no colégio que nossas diferenças gritavam. Ela a loira, alta, olhos azuis que chamava a atenção dos meninos, eu a aspirante a jornalista, com os cabelos castanhos semi cacheados e os óculos para descansar a vista não faziam muito sucesso, mas, para falar a verdade, adorarava essas nossas diferenças. Nos bailes do colégio eu ia com um dos meus amigos gays e a Dani com um dos jogadores, sempre íamos os quatro juntos e quase sempre o meu par dando em cima do par da Dani, nossa... Como nós duas riamos, se pudesse voltar atrás voltaria e viveria tudo de novo.
- E o Vitor? Não vão voltar? - a Dani me perguntou
- Não, seu irmão me magoou muito amiga. Cara... Logo a Aline... E em falar nela você tem que saber o que ela me disse ontem. - e eu comecei a contar, relembrando cada palavra e a minha reação.
- Pois ela é uma mentirosa! Amiga! Não foi nada disso, o Vitor me contou. Ele disse que só beijou ela uma vez e mesmo assim porque ela pediu e que ela quase que implorou para ele dormir lá e mesmo assim ele foi embora antes dela acordar! - a Dani me contou, imaginei a cena. Tão ridículo, tão patético, que mulher implora pelos carinhos de um homem? A Aline é digna de pena, mas isso não diminui o que o Vitor fez.
- Sério amiga, se quiser vou lá na casa dela fazer um barraco! Arrebento a cara dela. - a Dani pareceu ofendida, como se as palavras proferidas contra mim tivessem sido ditas a ela.
- Dani relaxa, teu irmão já é passado.
- Amiga quero o bem de vocês dois. Sem contar que imagina só como seria engraçado a minha mãe seria sua madrinha e ao mesmo tempo sua sogra. - a Dani riu-se da própria observação.
- Nem me fale na tia Sílvia. Faz um tempão que não nos falamos.
- Fala com ela, acho que vocês precisam ter uma conversa de mulheres.
- Talvez na segunda.
Depois da pizza fomos fazer as unhas, fiz uma massagem com um creme que a Dani dizia que era perfeito para dar brilho aos meus cachos. Achei um pouco de exagero, mas não iria conseguir negar qualquer dos procedimentos estéticos que a Dani preparou:
Pus o vestido preto, uma argola prata, foi a Dani que me maquiou usando uns efeitos bem legais com a sombra. A Dani estava linda, os cabelos já secos e aquele azul de seus olhos realçado com o rímel e o delineador.
O tio Luís é o cara mais pontual que eu conheço, às nove e meia estava ele no meu portão buzinando igual um louco, não que ele estivesse com pressa, mas essa era uma das brincadeiras que ele mais gostava de fazer com a vizinhança. É por isso que metade dos vizinhos não gostam dele e ele adora provocar exatamente esses.
Enfim a Party Night, quando a Dani falou não imaginei nem e perto a hegemonia daquele lugar. Era simplesmente lindo, num estilo gótico de inicio parecia um lugar onde Drácula se sentiria em casa, por fora era completamente preto com o as letras PN postas em cima das portas de entrada. De fora já era audível uma música eletrônica alta, uns sete seguranças muito bem vestidos bloqueavam a entrada de uma multidão que esperava na fila de certo aquela maioria não entraria ali tão cedo, fiquei paralisada imaginando que aquela fosse minha primeira vez numa boate. Ali dentro poderia acontecer tudo. Um belo tapete vermelho nos conduzia até dentro do lugar.Fotógrafos, artistas, tietes que eram impeças por mais seguranças de fazerem algum dano a estes, todos se encontravam ali.
Minha melhor amiga me puxou até um homem forte, de paletó preto este percorreu seus olhos por sobre o caderno que tinha nas mãos e quando encontrou nossos nomes nos deu uma duas pulseirinhas roxas com a palavra VIP em néon e então adentramos aquele prédio escuro.
Lá dentro um jogo de luzes coloridas iluminava o ambiente, os garçons vestidos com roupas brilhantes eram diferenciados das outras pessoas, a música que eu escutei do lado de fora agora abafava qualquer outro tipo de som, as pessoas ao redor dançavam, nas paredes do lugar havia sofás enormes e lá algumas pessoas se beijavam de uma forma quente, outras conversavam e riam:
- O pessoal deve ta lá em cima! - a Dani me disse me puxando para a escada que dava acesso ao segundo piso onde ficavam os camarotes, um segurança barrava as pessoas que não tinham as pulseiras. Não foi o nosso caso.
O segundo piso tinha uma decoração toda em prata, símbolos musicas eram espalhados pelas paredes, a maior parte das pessoas estavam acompanhadas, sentadas nas mesas espalhadas pelo lugar a música que tocava lá era diferente dá que tocava na pista de baixo. Dos camarotes dava para ver tudo que acontecia no andar debaixo.
- Para ficar no camarote essas pessoas desembolsam no mínimo uns trezentos reais. - a Dani me disse, enquanto eu observava cada detalhe com os olhos de uma criança que acaba de ganhar um presente.
Caminhamos até a escada que dava para o terceiro piso, tivemos que mostrar as pulseiras e dar nossos nomes novamente a uma mulher que trajava um terninho, esta percorreu seus olhos por um caderno preto, igual ao do homem da porta do lado de fora, e depois nos permitiu subir:
- Mesa sete ao lado do bar 46. Bem vindas!
O terceiro andar era isolado dos outros, podíamos ver o andar de baixo pois o piso era transparente, mas as pessoas que estavam nos camarotes não nos viam. Não sei explicar qual material que compunha aquele piso, mas era bem legal. Lá tinha imprensa, jogadores, artistas, modelos, empresários. Todos que estavam ali ou tinham sido convidados ou tinham muito dinheiro, tinha quatro bares, a música não se diferenciava muito das que tocavam nos outros andares. A decoração sim, as paredes eram rosas, o teto roxo com umas luzinhas que piscavam formando de tempos em tempos o logotipo da boate.
- Olha o Bernardo lá! - a Dani apontou para ele que estava do outro lado acompanhado de um pessoal do colégio.
Pela primeira vez eu estava saindo com os populares do colégio, ta certo que agora não faria muita diferença pois o colégio já tinha acabado, mas mesmo assim eu não poderia deixar de pensar nisso. Antes eu até falava com eles, mas nunca tinha saído.
- Parabéns amigo! - a Dani disse enquanto beijava e abraçava o Bernardo.
- Nossa, vocês estão lindas! - o Bernardo elogiou logo após eu dar os parabéns.
-Ta bonita Luiza. - Sara me elogiou, ela era uma das jogadoras do time de handebol, me surpreendi. Para mim ela não sabia meu nome.
- Valeu. - agradeci, sorrindo.
- Cadê o Pedro? - uma das pessoas que estavam conosco perguntou eu atentei para a resposta.
- Daqui a pouco ele ta aí! - o Bernardo respondeu.
Eu me sentei e fiquei a observar tudo ao meu redor o Bernardo e a Dani faziam um belo par de dança, o mocinho da novela das oito estava bem na minha direção conversando com uma ruiva linda, mas esta não deu muita ideia pra ele. Coitado.
As pessoas pareciam tão felizes, tão sem problemas, aquele lugar parecia um mundo paralelo ao que eu vivia, ninguém se importava com o modo que dançava ou com o que os outros iriam pensar. Era como se aquele fosse o último dia de suas vidas.
- Fala sério Luiza vai ficar sentada aí a noite toda? - um rapaz que era convidado do Bernardo me perguntou, ele também era do colégio. Fomos dançar juntos, foi bem legal. Me senti bem, relaxada, não pensei em nada, deixava a música penetrar em meu corpo e fazê-lo mexer com o ritmo, as mãos do menino tocavam minha cintura e esta acompanhava seus movimentos. Talvez esta fosse a minha alma exposta de que a Dani tanto fala.
- Dança bem! - o rapaz me elogiou quando a música parou.
Os repórteres ao redor foram todos correndo para as escadas que davam acesso àquele piso, alguém muito famoso deveria estar subindo, os seguranças aos redor aproximaram-se para evitar qualquer tipo de confusão, mas não foi necessário. Só fomos saber quem subia porque o DJ anunciou o nome da pessoa que acabara de chegar:
- Galera, vamos dar um salva de palmas para uma das revelações e nova contratação do meu time! Pedro Azevedo! - não acreditei, quem diria que o Pedro fosse algum dia parar um lugar como aqueles e além disso ser recebido com palmas.
Os fotógrafos o acompanharam até nós, ele abraçou o Bernardo como quem não o via a anos e os dois foram fotografados:
- Esse aqui é o meu irmão! - ele disse à imprensa que ali estava.
Ele estava diferente, mais bonito, agora usava um briquinho de diamante na orelha direita, tinha uma pequena tatuagem na nuca, uma porção de meninas se aproximaram puxando conversa com nós. Éramos a mesa mais falada do lugar, tudo por causa do Pedro.
- Ta famoso heim! - a Dani comentou enquanto ele a abraçava, os dois eram muito amigos.
- Até eu quebrar o pé. - ele brincou.
Os repórteres saíram de perto de nós quando um dos seguranças pediu, era proibido ficar muito em cima das celebridades da forma como eles estavam.
- Luiza! Nossa! - o Pedro disse quando me viu.
- Gostou? - perguntei sorrindo.
- Ta incrível! Linda. - ele respondeu me beijando o rosto.
- O poder esta no quadril! - brincou um menino que era do time da escola, fizemos uma roda para ele dançar. O Bernardo entrou no meio para acompanhá-lo, depois o Pedro se juntou e ficaram os três lá enquanto ríamos.
- É a coisa mais gay que eu já vi! - brincou uma menina que estava conosco.
Eu estava feliz por estar ali, meus pensamentos não me incomodavam. Até certa hora.
- E então o que esta achando? - o Pedro me perguntou, quando estávamos os dois sozinhos. A Dani e as meninas tinham descido, os meninos sumiram e eu e ele ficamos ali sentados:
- Gostei.
- Ta diferente, não digo só de como você esta por fora, mas seus olhos... Não sei, parece mais.. - ele pausou procurando a palavra mais adequada – madura.
Eu sorri, aquela não era hora de eu contar sobre qualquer coisa desagradável.
- As pessoas crescem. - respondi, rezando para que ele ficasse satisfeito com minha resposta.
- É, pode ser...
- Mas e você? Como esta agindo com toda essa fama? - perguntei para mudar de assunto.
- Muita cobrança. Agora eu tenho que me preocupar com o que eu faço, o que as pessoas vão achar... Por esse lado é chato, mas por outro lado estar com meus ídolos do futebol lado a lado, poder fazer gols para o meu time do coração, isso não tem preço. Faz valer a pena. - ele me respondeu com os olhos brilhando.
- Que bom, fico feliz por você!
- Mas quero saber de você, afinal Lu vai continuar no ramo de jornalista? Você levava jeito.
- Vou sim, no inicio eu ia seguir o ramo de medicina, mas resolvi fazer jornalismo mesmo. É o que eu gosto.
- Que bom! Não me leve a mal, mas suas notas eram péssimas nas matérias de saúde.
- Tem razão, mas fala sério quem em sã consciência vai decorar todos os processos do corpo humano? - perguntei, rindo.
- Eu que não sou! - ele brincou dando um gole na bebida que segurava.
Ficamos ali conversado por muito tempo só fomos interrompidos quando um garçom de aproximou de nós e me trouxe uma bebida colorida com um cartãozinho com algo escrito:
“ Boa noite Luiza”
ass: Vitor
Meu coração disparou, como ele poderia estar ali? Afinal, o que ele queria? Estragar minha noite? Meus olhos percorreram todo aquele terceiro piso, mas eu não o encontrei. O Pedro estranhou minha mudança de comportamento repentina agora eu estava nervosa, olhando de um lado para o outro.
- O que aconteceu Luiza?
- Nada.
- Nada? O que tinha no bilhete?
- Pedro, me desculpa. Tenho que beber algo, já volto.- sai de perto do Pedro e fui até o bar mais distante da nossa mesa, um que ficava do outro lado, não dava para ser vista dali por ele ou pelo Vitor onde quer que ele estivesse. Eu estava aérea, nervosa, a imagem do Vitor agora martelava a minha mente as poucas horas em que eu estava me sentindo bem tinham acabado assim que li aquele bilhete.
Maldito bilhete, maldito Vitor, como ele podia saber que eu estava ali? Quem contou? Afinal o que ele queria com tudo aquilo? Me enlouquecer? Eu estava tão bem, tão feliz sem a presença dele para me torturar.
- Um uísque. - pedi ao me aproximar do bar, aquela seria a primeira bebida alcoólica que eu iria tomar naquela noite.
Fazia quase uma semana que ele não me procurava, então porque agora? Porque logo agora?
Eu sabia que os olhos dele provavelmente me observavam de algum lugar, ele estava perto, podia sentir seu cheiro, talvez eu estivesse ficando louca, quer dizer como alguém sente o cheiro de outra pessoa sem essa pessoa estar perto o suficiente? O Vitor tinha esse efeito sobre mim, como uma droga, alucinógena, me manter forte seria impossível e eu sabia que ele estava a observar todo o meu descontrole. Bebi todo aquele líquido num gole, este desceu arranhando minha garganta e eu pedi mais um.
Eu era a presa e ele o predador, sentia que ele me espreitava esperando o melhor momento. Tomei o segundo copo com a mesma rapidez que o primeiro, pedi o terceiro. Então era isso? Isso que eu tinha me tornado?
Recusei o terceiro copo, beber só iria atrapalhar caso ele se aproximasse e eu não queria isso, jamais.
Fui para o banheiro feminino, lá ele não poderia me incomodar. Um segurança impedia a entrada de homens ali.
Me observei no espelho, não percebi, mas meus olhos já me traiam. Eles estavam úmidos, molhei o rosto e sentei em um banco que ficava ali, não havia ninguém e eu poderia recuperar um pouco de minhas forças. Ficaria ali até a hora que eu quisesse o Pedro estava acompanhado de uma modelo que se aproximou dele assim que eu sai.
- Boa noite. - não acreditei quando escutei aquela voz, ele estava diante de mim. Ali, naquele lugar proibido para homens e nossa! Como estava lindo, os cabelos bagunçados davam um ar esporte ao traje social que usara, ele não ousou aproximar-se de mim. Eu o encarei, como ele poderia ter entrado ali?
- O que você ta fazendo aqui? - perguntei um pouco tonta com os dois copos de uísque, o cheiro dele e aqueles olhos.
- Sei dos seus passos menina. Você esta linda. - ele respondeu, dando dois passos.
- Não se aproxima Vitor. Como você entrou aqui?- perguntei.
- Sou amigo do dono da boate aqui dentro eu posso tudo.
- Porque agora? Porque você ta aqui? Pensei que tinha desistido, cansado.
Ele sorriu como se o que eu dissera fosse algo engraçado:
- Desistir de você? Não dá. Eu estava te dando um tempo para pensar.
- Pensar?
- Em nós, em você, em tudo amor.
- Não me chama de amor. - eu levantei e caminhei até ele com passos firmes e raivosos – Eu odeio você! Odeio esse efeito embriagante que você exerce sobre mim, odeio me sentir tão exposta, tão fraca! Odeio os seus olhos, a sua voz, o seu cheiro! Odeio acordar e pensar em você, odeio dormir e pensar em você. - as lágrimas já saiam sem mais que eu pudesse retê-las e eu continuei gritando ele me observava com aquela face perfeita e calma – Às vezes eu só queria que você sumisse, que não se passasse de um sonho, mas você esta cada vez mais presente em mim. - eu pausei, as palavras me traiam e meus sentimentos estavam todos ali, sendo ditos - Eu me odeio por te amar tanto.- finalizei, chorando, ele me abraçou e eu não tinha mais condições de resistir a nada que viesse dele.
Ele estava tão perto e o cheiro dele me penetrava deixando-me aérea.. Senti quando seus lábios tocaram minha face devagar, ele beijava minha bochecha e deslizava na direção de meus lábios.
- Não. - neguei, ele pausou.
- Luiza...
- Vitor, para. Acabou. - interrompi, dei as costas a ele e sai do banheiro.
O Vitor não veio atrás.
Fim do capítulo XV


AAhh LU num faz isso com o Vitor naum...[ta ele merece]
ResponderExcluircontinuaaaaaaaaaaa
Tadinho do Vitor!E da Lu tbm!Mas ele fez por onde...
ResponderExcluircontinuaaaaaaaaaaa²
Deu agora ele já teve o que merece, tadinho :)
ResponderExcluirtadinho do victor!! da uma chance pra ele ele ja se arrependeu!!
ResponderExcluircontinuaaaaaaaaaaa³
- aaiii tolooucccaaa continuaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
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