Ontem para conseguir dormir tive que tomar um calmante, até então toda vez que fechava os olhos me vinha à cabeça a imagem do Vitor e da Aline juntos e aquilo me fazia despertar. Não teve outro jeito se não fosse o Lexotan que meu pai guarda para quando minha avó materna vem passar uns dias aqui, ela tem um problema de saúde e precisa do medicamento. Depois do remédio consegui dormir, não sonhei com nada, simplesmente um borrão negro e aconchegante.
Hoje de manhã quando acordei com o cheiro de café que vinha da cozinha, meus pais ainda não tinham saído para trabalhar, a imagem que eu me esforçava para não pensar voltou a me torturar.
Até entendo que o Vitor tenha sentido vontade de transar com a Aline, afinal a garota é linda e fácil! Qual o garoto que não vai querer? Mas acho que ele poderia ter sido mais homem comigo, ter dito que assim que encontrasse algo melhor iria me trocar. Eu ia estar preparada.
O pior de tudo é esse vazio com que acordei hoje, como se algo tivesse sido arrancado e não pudesse ser substituído. É horrível.
Hoje de manhã quando acordei com o cheiro de café que vinha da cozinha, meus pais ainda não tinham saído para trabalhar, a imagem que eu me esforçava para não pensar voltou a me torturar.
Até entendo que o Vitor tenha sentido vontade de transar com a Aline, afinal a garota é linda e fácil! Qual o garoto que não vai querer? Mas acho que ele poderia ter sido mais homem comigo, ter dito que assim que encontrasse algo melhor iria me trocar. Eu ia estar preparada.
O pior de tudo é esse vazio com que acordei hoje, como se algo tivesse sido arrancado e não pudesse ser substituído. É horrível.
6:40, essa era a hora que o celular marcava. No display um pequeno ícone em forma de carta no canto superior esquerdo indicava que eu tinha uma mensagem:
“ Estou com raiva de mim por não estar com raiva de você”
ass: Vitor
Quando deixei me envolver tanto assim por alguém? Se isso é amor, então o amor é ruim, ele te deixa dependente, triste, depressivo, como uma droga.
Ainda prefiro pensar que isso é tudo culpa da ocitocina.
Ainda prefiro pensar que isso é tudo culpa da ocitocina.
Levantei e caminhei até a cozinha, depois de apagar a mensagem. Minha mãe sentada na bancada lia sobre as tragédias do dia anterior e meu pai sentado na cadeira lia sobre as novas escalações dos times para 2010.
- Bom dia filha! Dormiu cedo ontem! - minha mãe comentou sem tirar os olhos do seu jornal.
- Bom dia.
- Filha, aquele menino do seu colégio foi uma das contratações desse ano!- meu pai disse. Lembro como se fosse ontem que em cada jogo do time do colégio meu pai dizia que o Pedro deveria jogar com os profissionais.
- Mãe, o Bernardo vai comemorar a festa de aniversário dele numa boate do Centro. Posso ir? - perguntei, tentando afastar da memória qualquer pensamento referente ao Vitor. - A Dani vai.
Minha mãe fitou-me , meu pai continuou com os olhos cravados no jornal ignorando qualquer movimento ao seu redor.
- Tem certeza que a Daniele vai?
- Tenho, ela já me confirmou.
- O Vitor vai? Porque alguém mais responsável tem que ir com vocês. - meu pai acrescentou.
- Não, ele não vai. - repondi sem perceber o tom que usara.
- Nossa o que ele fez coitado? - meu pai estranhou, mas a expressão que ele empregara me irritou. O Vitor não era coitado, aliás estava muito longe de ser digno de pena. Alguém que trai, mente, não é digno de nada, mas eu não podia dizer isso aos meus pais então permaneci calada como se não tivesse escutado o que meu pai dissera.
- Vão voltar como? - minha mãe continuou.
- Táxi. Pegamos um na porta. - respondi.
Meus pais entreolharam-se como se estivessem se comunicando mentalmente, continuei a degustar meu café da manhã enquanto a resposta não saia:
- Ta bom, mas cuidado heim. Não vamos te prender porque você já vai fazer 18 anos, tem que saber o que é certo e o que é errado... - depois do discurso agradeci, não demonstrei animação até porque não estava mesmo. Aliás estava mais preocupada em saber o que faria depois que meus pais fossem para o trabalho, certamente ficar em casa sozinha não daria certo, ir na casa da Dani pior ainda, o cheiro do Vitor impregna todo o ambiente, mas eu tinha que falar com ela sobre o que disse na noite passada com relação a ela e ao Fabinho.
Depois que meus pais foram, liguei o som alto e entrei no chuveiro, cantarolando uma música com uma batida forte e animada, talvez se eu tomasse outro Lexotan as horas seriam menos torturantes, mas não. Além do remédio ser tarja preta também causava dependência, era a ultima coisa que eu queria: Me tornar dependente de mais uma droga.
Felizmente a Dani acordou cedo, quando eram umas nove e alguma coisa ela estava aqui. Nós duas sentadas na varanda da minha casa, olhando a rua e escutando o barulho dos vizinhos lavando a calçada, toda manhã é sempre igual:
- Ontem briguei com o Vitor. - comecei, mantendo os olhos fixos num ponto qualquer que não me lembro.
- Eu sei. - ela respondeu.
- Sabe?
- Uhum, ontem quando ele chegou perguntei por você ele me mandou te mandar pro inferno. - ela lembrou, nós rimos. Apesar do humor ter sido meio negro ainda sim foi engraçado.
- Amiga, tenho que te contar uma coisa. Ontem quando estávamos brigando sem querer deixei escapar que o Fabinho é o pai.
- Ele me disse, tudo bem amiga. Esse é o menor dos meus problemas mesmo. O Vitor é cabeça-dura, chato, metido, mas é legal. Nunca se meteu na minha vida, apesar de querer ficar dando uma de pai às vezes.
- Seu irmão é um imbecil. - disse, sem me importar que ela era irmã dele.
A Dani sorriu:
- O que ele fez?
- Dormiu com a Aline.- respondi associando mais uma vez a imagem dele à Aline.
- Não acredito. Ta falando sério amiga? Como ele pôde? - a Dani demonstrou total espanto.
- Só não entendo porque ele fez isso. Até entendo que os meninos acham ela gostosona é tudo mais. Só que seu irmão podia ser mais homem e dizer que não queria nada de sério comigo, traição é coisa de gente sem caráter e eu idiota acreditava tanto nele amiga... - acabei desabafando com ela tudo que sentia, disse do vazio, do calmante, da imagem nojenta que toda hora me vem a cabeça, acabei chorando. Ainda não tinha chorado, aliás NUNCA chorei por garoto algum, sempre achei que nenhum rapaz merecesse as lágrimas de uma mulher, é fácil acreditar nisso quando não se gosta de verdade de alguém.
- Olha amiga, não que eu seja a fã número um do Vitor, porque eu não sou. Mas sério acho que o meu irmão gosta mesmo de você, depois que vocês estão juntos até no trabalho o desempenho dele melhorou, sem contar que ele era uma pessoa extremamente séria, ele ta mais tranquilo, alegre... Cara! Outro dia até uma tia minha disse que o Vitor ta com mais brilho no olhar, sabe amiga se isso não é amor então eu não sei o que é.
O que mais dói é pensar que o Vitor dormiu logo com a Aline, sabe tenho certeza que ela vai usar isso contra mim. Querer jogar na minha cara que o meu... sei lá o que! Preferiu ela à mim e eu não vou poder rebater, porque é verdade mesmo.
A Dani me fez companhia até a noite, o Vitor não deu sinal nenhum, em parte foi bom e em parte ruim, embora eu esteja decidida a não dar mais prosseguimento a tudo isso queria que ele corresse um pouco atrás afinal não faz mal nenhum demonstrar um pouco que gosta.
Agora a pouco ouvi a Aline sentada no meu portão dizendo para quem quisesse ouvir que ficou com o Vitor, as amigas galinhas dela comemoraram com aquele famoso gritinho histérico que eu tanto odeio.
Só queria voltar a um tempo atrás e socar a Maria Luiza que deixou aquele primeiro beijo acontecer.
Vou tentar dormir agora, eu e a Dani marcamos de ir no shopping amanhã procurar uma roupa para usarmos no dia da festa.
Vou tentar dormir agora, eu e a Dani marcamos de ir no shopping amanhã procurar uma roupa para usarmos no dia da festa.
Fim da parte III


pelo amor de deus continua logoooo !! to super anciosa pra proxima parte .
ResponderExcluira e meu nome é thamara rsrsrs
aaaahhhhhhhhh
ResponderExcluirmais
por favorr
CONTINUAAAAAAAAAAAAAAAA
ResponderExcluirCONTINUAAAAAAA
ResponderExcluir