Parecia que estávamos diante de um tribunal inquisidor, eu, Fábio e Gabriel sentados no meio da sala de frente para o juiz, que no caso tinha a voz e o semblante do pai da Daniele. Me senti parte da família do Fábio, como se metade da culpa da Daniele estar grávida fosse minha. Acho que se o tio Luís andasse armado o Fábio levaria um tiro.
A minha parte já tinha sido feita, enfim consegui por o irmão do Gabriel diante da Dani e de sua família. O Vitor não estava na sala, nem tão pouco em qualquer cômodo daquela residência. Escutei a tia Sílvia comentar com a minha mãe que ele não havia dormido em casa, devo admitir que a imagem dele e da Aline juntos me veio à cabeça e aquilo machucou, porém não deixei transparecer.
Onde ele deveria estar? E principalmente com quem? Eu não iria aguentar mais uma traição do Vitor. Meus pensamentos me distanciavam da atual situação em que estava, o Gabriel segurou na minha mão direita e aquilo despertou minha atenção. Levantei e caminhei até a cozinha enquanto meu tio perguntava a idade do Fábio, eu precisava ficar sozinha naquele momento, comer alguma coisa e tirar o Vitor da cabeça. Os minutos pareciam passar como horas, meus olhos seguiam os ponteiros do relógio em consonância com seus giros horários, para ser bem sincera eu estava mesmo é contando o tempo do Vitor chegar, não estava me importando nenhum pouco com a conversa que se prosseguia no cômodo próximo.
A hora do meu celular estava dois minutos adiantada, percebi isso enquanto digitava os números do Vitor naquele aparelho cor prata. Eu nunca fui de ficar igual a uma louca caçando o rapaz com quem estou, mas estava fora da minha capacidade de resistência não ligar para ele.
Um toque, dois toques, três toques, quatro toques e nada. Meu nome já deveria estar aparecendo no visor do celular dele. Desliguei irritada com aquela voz feminina e totalmente leviana que atendeu:
- Deixe sua mensagem após o sinal.
- Mensagem é o caramba! - reclamei após morder o sanduíche de queijo e presunto.
A música que pus exclusivamente para o Vitor soou pouco depois, era ele retornando:
- Alô. - eu atendi.
- Oi Luiza. - sua voz estava aparentemente pesada e sonolenta, deduzi que tivesse acordado com o meu telefonema.
- Vitor, onde você está?
- Na casa de um amigo. - ele me respondeu, não precisei ser médium para perceber que ele aparentava estar de ressaca.
- Está todo mundo aqui na sua casa resolvendo o problema da sua irmã e você some. - tentei forçar a voz para que não saísse num tom de cobrança, porém não consegui.
- Isso é um problema da minha irmã Luiza, a minha presença aí é totalmente desnecessária.
Calei-me com a resposta dele, fiquei tentando lembrar quando o Vitor pôs as ferraduras.
- O Gabriel ta aí? - ele me perguntou.
- Sim. - respondi e desliguei logo em seguida, o coração apertado e triste diante de tamanha grosseria.
Meus pensamentos passaram a me torturar então, imaginei o Vitor bebendo numa boate como a Party Night cheio de mulheres bonitas em volta olhando para ele.
Onde ele deveria estar agora? Que maldito amigo era esse? E será que era amigo mesmo ou uma mulher que ele conhecera durante a noite?
Tomei o próximo gole de café que desceu queimando por minha garganta, mas não me importei, na verdade nem senti, a musiquinha idiotamente romântica que eu personalizara apenas para ele tocou de novo:
- Que foi? -perguntei.
- Tô indo para casa, daqui a uma hora chego aí. Temos que conversar. - o que será que denunciou a total necessidade de conversarmos? Precisávamos mesmo! Eu estava pronta para dizer meia dúzia de palavras ofensivas, respondi ao que ele disse com um sonoro e afirmativo "Ta" e desliguei o celular, arranquei a bateria e pus tudo em cima da geladeira, voltei para a sala. Agora o tio Luís perguntava ao Fábio a quanto tempo ele e a Dani estavam juntos, parecia que a conversa ia de mal à pior.
A minha parte já tinha sido feita, enfim consegui por o irmão do Gabriel diante da Dani e de sua família. O Vitor não estava na sala, nem tão pouco em qualquer cômodo daquela residência. Escutei a tia Sílvia comentar com a minha mãe que ele não havia dormido em casa, devo admitir que a imagem dele e da Aline juntos me veio à cabeça e aquilo machucou, porém não deixei transparecer.
Onde ele deveria estar? E principalmente com quem? Eu não iria aguentar mais uma traição do Vitor. Meus pensamentos me distanciavam da atual situação em que estava, o Gabriel segurou na minha mão direita e aquilo despertou minha atenção. Levantei e caminhei até a cozinha enquanto meu tio perguntava a idade do Fábio, eu precisava ficar sozinha naquele momento, comer alguma coisa e tirar o Vitor da cabeça. Os minutos pareciam passar como horas, meus olhos seguiam os ponteiros do relógio em consonância com seus giros horários, para ser bem sincera eu estava mesmo é contando o tempo do Vitor chegar, não estava me importando nenhum pouco com a conversa que se prosseguia no cômodo próximo.
A hora do meu celular estava dois minutos adiantada, percebi isso enquanto digitava os números do Vitor naquele aparelho cor prata. Eu nunca fui de ficar igual a uma louca caçando o rapaz com quem estou, mas estava fora da minha capacidade de resistência não ligar para ele.
Um toque, dois toques, três toques, quatro toques e nada. Meu nome já deveria estar aparecendo no visor do celular dele. Desliguei irritada com aquela voz feminina e totalmente leviana que atendeu:
- Deixe sua mensagem após o sinal.
- Mensagem é o caramba! - reclamei após morder o sanduíche de queijo e presunto.
A música que pus exclusivamente para o Vitor soou pouco depois, era ele retornando:
- Alô. - eu atendi.
- Oi Luiza. - sua voz estava aparentemente pesada e sonolenta, deduzi que tivesse acordado com o meu telefonema.
- Vitor, onde você está?
- Na casa de um amigo. - ele me respondeu, não precisei ser médium para perceber que ele aparentava estar de ressaca.
- Está todo mundo aqui na sua casa resolvendo o problema da sua irmã e você some. - tentei forçar a voz para que não saísse num tom de cobrança, porém não consegui.
- Isso é um problema da minha irmã Luiza, a minha presença aí é totalmente desnecessária.
Calei-me com a resposta dele, fiquei tentando lembrar quando o Vitor pôs as ferraduras.
- O Gabriel ta aí? - ele me perguntou.
- Sim. - respondi e desliguei logo em seguida, o coração apertado e triste diante de tamanha grosseria.
Meus pensamentos passaram a me torturar então, imaginei o Vitor bebendo numa boate como a Party Night cheio de mulheres bonitas em volta olhando para ele.
Onde ele deveria estar agora? Que maldito amigo era esse? E será que era amigo mesmo ou uma mulher que ele conhecera durante a noite?
Tomei o próximo gole de café que desceu queimando por minha garganta, mas não me importei, na verdade nem senti, a musiquinha idiotamente romântica que eu personalizara apenas para ele tocou de novo:
- Que foi? -perguntei.
- Tô indo para casa, daqui a uma hora chego aí. Temos que conversar. - o que será que denunciou a total necessidade de conversarmos? Precisávamos mesmo! Eu estava pronta para dizer meia dúzia de palavras ofensivas, respondi ao que ele disse com um sonoro e afirmativo "Ta" e desliguei o celular, arranquei a bateria e pus tudo em cima da geladeira, voltei para a sala. Agora o tio Luís perguntava ao Fábio a quanto tempo ele e a Dani estavam juntos, parecia que a conversa ia de mal à pior.
Ao fim de tudo até que aquele diálogo não havia sido tão ruim quanto eu imaginei em momento algum o nome Lorena fora citado. Não teve sangue e nem morte, então posso dizer que o balanço final ficou positivo.
Ele me aguardava sentado na mesa dos fundos daquele restaurante à beira mar, o tempo frio espantava os clientes, apenas alguns garçons, um casal de idosos e uma família composta de quatro pessoas. Adentrei aquele local trajando um vestido estampado pouco acima dos joelhos, logo o avistei, ainda não me acostumei com a beleza dele e para dizer a verdade não sei se me acostumarei algum dia, a cada vez que o vejo ele parece reluzir como um anjo. Ele se tornou a minha droga mais doce e eu tive a certeza disso hoje a tarde quando fui decidida a dizer inúmeras palavras mal-educadas, porém todas as palavras fugiram à minha mente quando aquele belo sorriso iluminou a face daquele rapaz. Ele simplesmente me entorpece.
- Pensei que não viria. - ele comentou quando me aproximei o suficiente.
- Precisava vir, temos que conversar bastante. - respondi, acomodando-me na cadeira acolchoada.
Ele inclinou-se para a frente e empurrou uma latinha de refrigerante e um copo de gelo com duas rodelas de limão dentro:
- Como foi a conversa hoje de manhã? - ele perguntou.
- Se você quisesse saber mesmo teria ido. - respondi.
Ele sorriu sem graça, desviou os olhos em direção ao mar e não se defendeu. Dei meu próximo gole no refrigerante e permaneci quieta olhando para o lugar onde estava, era bem bonito e tranquilo, pelo menos naquela tarde estava calmo.
Ficamos calados por quase uma hora, nossa comunicação estava difícil parecia que tínhamos milhares de coisas para dizer, porém nada conseguia ser dito. Algo nos calava.
- Está complicado. - ele me disse voltando-se para mim.
- Você que está tornando as coisas difíceis.
- Ontem fui numa despedida de solteiro de um amigo da faculdade, fomos num bar e depois numa boate.
- Espero que tenha gostado. - respondi com o coração apertado temendo dele dizer que me traira mais uma vez.
- Não gostei. - ele me respondeu quase que instantaneamente.
- Não? - devo admitir que não consegui conter o sorriso de satisfação que surgiu entre meus lábios.
- Não.
- Porque?
- Porque está me perguntando algo que você já sabe? - ele me indagou.
- Não me basta saber, preciso escutar de ti a resposta.
- Você, você Luiza é o motivo das minhas noites em claro, do meu mal-humor, da minha alegria... Tentei enxergar em outras pessoas você, mas não consegui. As mulheres com quem conversei ontem a noite tinham o mesmo e irritante defeito todas elas não eram você.
- Poderíamos estar bem hoje, mas você não permitiu.
- Me desculpe, não posso ficar sem você. Desculpe meu jeito de amar tão torto e confiante.
- Desculpo sim, não tenho como não te desculpar. Eu te amo Vitor. - eu disse, pondo minha mão direita por sobre suas mãos que repousavam em cima da mesa.
Foi tão fácil, tão calmo, pensei que fossemos discutir ou que ele iria me dizer que não dava mais para ficarmos juntos, mas não.
O dia chegara ao fim e no céu não havia estrelas, eu e o Vitor estávamos sentados na areia da praia envoltos por um cobertor macio de cor verde limão, alguns outros casais faziam o mesmo.
Palavras eram totalmente desnecessárias naquele momento e eu tinha perdido totalmente a noção de tempo, só queria que aquele instante se tornasse infinito e pedi mentalmente a Deus que o fizesse.
Os lábios dele encostavam-se na minha face com um toque doce e embriagante:
- Eu precisava disso. - eu admiti apertando-me em seus braços.
- Eu só preciso disso. - ele murmurou beijando meu rosto. - Sabe acho que já está na hora.
- Na hora? Hora de que? - perguntei, curiosa.
- Na hora de falar a verdade para os seus pais sobre nós, não podemos viver para sempre mentindo, ou nos encontrando escondidos. Quero que todos saibam que estamos juntos!
- Vitor não sei se é uma boa idéia, meu pai não aceitará nos ver juntos.
- Não podemos ter certeza disso, só vamos saber se tentarmos.
- Não sei... Tudo bem, vou tentar. - respondi ainda com dúvidas.


Vai tentar o caramba !!!! vai é consegur !!! ai to ate anciosa pra saber o roximo cap !!
ResponderExcluirposta logo plisss *-*
isso num vai prestar. o pai dela do jeito qe é vai mandar ate ela ir embora.
ResponderExcluirg-zuis qeruh nem ver o qe vai dar ....
postaaaaaa mais
postaaaaa
ResponderExcluirpor favorzinho
ja num tenho mais unhaaa