Me ajeitei no banco e acompanhei com os olhos o trajeto que a Lorena fazia da entrada da igreja até o altar acompanhada de um senhor que era seu avô. Aquela ruiva estava notoriamente diferente, não parecia mais tão animada com o evento que tanto esperou. Aliás não vi se quer um sorriso em sua bela face , na verdade eu poderia dizer que ela estava em dúvida de algo que eu não fazia idéia.
O padre iniciou seu discurso e minha avó deixou algumas lágrimas rolarem, todos pareciam bastante felizes. Dona Madalena não parava de fotografar, meu tio disfarçava a emoção fingindo olhar para cima toda vez que sentia que uma lágrima pudesse rolar até acontecer algo que realmente eu não esperava, aliás acho que todos não esperavam:
- Você Lorena Gonçalves Fernandez aceita se casar com Fábio Assis Andrade na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza até que a morte os separe? - a pergunta havia sido feita e embora a resposta devesse ser instantânea e óbvia a Lorena hesitou antes de continuar:
- Fábio me desculpa, mas não posso. Não fomos feito um para o outro e você sabe muito bem disso. - ela respondeu olhando nos olhos dele tão fundo que pude enxergar humanidade naquela ruiva.
Todos da festa se espantaram e não acreditaram no que ouviram, eu ri, mas não por achar graça da situação e sim pela completa ironia. Após o "sim" do irmão do Gabriel, da única pessoa que parecia não estar satisfeita com o casamento e a mais provável em recusar, escutar um "não" do ser que aparentemente andava nas nuvens toda vez que se mencionava aquele evento foi no mínimo irônico:
- Tem certeza? - o Fábio perguntou.
- Tenho. - ela respondeu e os dois se abraçaram no altar como verdadeiros amigos. Algo que eu jamais tinha visto na vida. Ela arrancou o véu e jogou o buquê no chão.
- Obrigado. - ele agradeceu parecendo aliviado.
Voltei a sorrir enquanto todos ali presentes mantinham sua perplexibilidade:
- O melhor casamento que já fui! - comentei com a Nanda que sorriu disfarçadamente.
- Meu Deus e a festa? Gastei tanto com toda aquela parafernália para estragar?! - meu tio Ramon parecia preocupado.
- Mas quem disse que não teremos festa? - a Lorena perguntou, antes de descer do altar e vir em minha direção. De ínicio recuei pensando que aquela ruiva iria me bater ao algo do tipo, mas me surpreendi quanto ela pôs seus braços envolta do meu ombro num abraço totalmente imprevisível.
- Muito obrigado Lu, precisava ouvir o que me dissera hoje durante a manhã. - ela cochichou enquanto eu ainda me recuperava de tudo que acontecia ao meu redor. Nunca imaginei um dia ser abraçada por aquela menina.
Durante a festa de descasamento, como ficou conhecida, as amigas da minha prima vieram até a mim conversar sobre o que queriam realmente e como o que eu disse se encaixava de forma distinta na vida de cada uma. Acabei fazendo grandes amigas naquela noite. Para ser bem sincera não fazia ideia de que minhas palavras tinham feito tanto efeito nelas.
- Eu fazia medicina, mas larguei o curso para me dedicar inteiramente a esse casamento. Para ser bem sincera Lu, eu não queria nunca ter aberto mão do meu curso, mas o Fábio me pediu para que eu pudesse me dedicar a preparação de tudo. - a ruiva sorriu triste - Em pensar que foi tudo completamente em vão. - em fim ela desabafou parecendo sentir pesar. Segurei em sua mão:
- Lorena, não foi nada em vão. Agora você pode terminar seu curso, fazer o que bem entender. A parte mais díficil passou, agora é só você e seu sonho de ser médica. Tenho certeza de que vai conseguir.
- Obrigada, me desculpe por tudo. - estavámos sentadas numa mesa dos fundos da cozinha, eu e ela desfrutávamos de um momento só nosso e eu deixei bem claro que ela não devia tratar as pessoas da forma como fizera com dona Conceição na minha primeira noite naquela casa.
- Olá. - uma voz masculina invadiu meu quarto enquanto eu terminava de arrumar as malas para voltar pra casa, a festa ainda rolava no jardim e todos pareciam não mais lembrar que o casamento não havia acontecido.
- Fábio. - cumprimentei, voltando meus olhos para a mala de viajens refazendo na mente o que poderia estar faltando.
- Acredita no que aconteceu? Eu levei um "não" no altar! - ele disse num tom divertido, eu sorri.
- Que bom heim! - respondi.
- Nem me fale, parece que tirei um fardo das costas. A Lorena disse que deve isso a você, afinal garota você é o que? Algum tipo de anjo? Parece ter a sabedoria de alguém que viveu por décadas, você meche com a vida de todos que conhece. - ele comentou. - É alguém especial Luiza. - sorri, mas não me enobreci.
- Ora Fábio veio aqui para me elogiar? - brinquei.
- Também, sua avó disse que você vai voltar pro Rio. - ele sentou-se na beira da cama.
- Vou, o voô parte de madrugada. Preciso acertar minha vida por lá. - continuei.
- Será que posso ir com você? Ficamos todos na minha casa lá tem bastante espaço. - ele perguntou e eu ascenei a cabeça afirmando pouco antes de abraçá-lo.
- É a primeira vez que vejo você fazer algo certo. - cochichei em seu pé de ouvido.
Tive que fazer dezenas de promessas que voltaria nas férias de julho, minha avó e eu desfrutamos de um momento de choro mútuo e aquilo pareceu reforçar nossa ligação, o senhor Davi me abraçou e dona Conceição me obrigou a levar rosquinhas para a viajem. Eu estava realmente grata com a minha estadia naquela cidade e voltaria o mais breve possível, mas no momento eu só queria rever meus pais, meus padrinhos, minha amiga e meu Vitor.
Fomos os quatro para o aeroporto da cidade onde o voô partiria às duas da manhã.
Aos poucos a paisagem da minha cidade Natal ia tomando forma e eu já conseguia me sentir em casa, a paisagem carioca parecia me sorrir e o Cristo Redentor me dava boas-vindas. Senti meu coração disparar quando as rodas do avião tocaram o solo, o clima quente da minha cidade beijou minha pele e pisquei os olhos algumas vezes para me certificar que estava de volta, de volta pra minha cidade, pra minha vida, para os meus sonhos.
- Não acredito que estou no Rio! - ouvi a Nanda comentar com seu sotaque inegávelmente do sul.
- Estamos de volta Luiza! - o Fábio segurou na minha mão.
- Meu Deus! Eu voltei.
Quando o táxi adentrou o condomínio uma ponta de medo correu por minhas veias, passei em frente a minha casa totalmente escura e sem sinal de vida. Meus pais provavelmnte estariam dormindo aquela hora. Depois passei em frente a casa da minha amiga Dani e do meu Vitor, a luz do quarto dela estava acesa sinal de que ela estava acordada. Tive que segurar a vontade repentina de tocar a campainha e resolver tudo de uma vez por todas:
- Amanhã resolvemos nossas vidas. - o Fábio comentou quando me viu encarar a casa dos meus padrinhos com saudade.
Me acomodei em um dos quartos de hóspedes da casa do Fábio, o mais interessante é que nunca imaginei entrar naquela casa como uma convidada querida. Me deitei depois de uma ducha de água quente.
Acordei com o som de risadas vindo da cozinha, a Nanda e o Gabriel conversavam animadamente envolta do balcão enquanto o Fábio preparava o café:
- Bom dia. - disse, com certa dificuldade em encarar aquela claridade.
- Bom dia! - a Nanda disse. Ela e o Gabriel estavam arrumados para sair logo pela manhã.
- É hoje Lu! - o Fábio comentou após encher sua xícara com aquele líquido preto e perfumado.
- Boa sorte pra você dois! - a Nanda tentou nos animar, mas fora meio vão. O medo mantinha-se firme em nós.
- Brigado amiga! - agradeci abraçando-a.
Resolvi encarar meu pai primeiro que meus padrinhos, toquei a campainha depois de respirar fundo e quando ouvi passos descendo as escadas minha vontade foi sair correndo, mas mantive-me firme diante da imagem dele que pareceu um tanto assustado quando me viu parada em frente ao portão.
O padre iniciou seu discurso e minha avó deixou algumas lágrimas rolarem, todos pareciam bastante felizes. Dona Madalena não parava de fotografar, meu tio disfarçava a emoção fingindo olhar para cima toda vez que sentia que uma lágrima pudesse rolar até acontecer algo que realmente eu não esperava, aliás acho que todos não esperavam:
- Você Lorena Gonçalves Fernandez aceita se casar com Fábio Assis Andrade na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza até que a morte os separe? - a pergunta havia sido feita e embora a resposta devesse ser instantânea e óbvia a Lorena hesitou antes de continuar:
- Fábio me desculpa, mas não posso. Não fomos feito um para o outro e você sabe muito bem disso. - ela respondeu olhando nos olhos dele tão fundo que pude enxergar humanidade naquela ruiva.
Todos da festa se espantaram e não acreditaram no que ouviram, eu ri, mas não por achar graça da situação e sim pela completa ironia. Após o "sim" do irmão do Gabriel, da única pessoa que parecia não estar satisfeita com o casamento e a mais provável em recusar, escutar um "não" do ser que aparentemente andava nas nuvens toda vez que se mencionava aquele evento foi no mínimo irônico:
- Tem certeza? - o Fábio perguntou.
- Tenho. - ela respondeu e os dois se abraçaram no altar como verdadeiros amigos. Algo que eu jamais tinha visto na vida. Ela arrancou o véu e jogou o buquê no chão.
- Obrigado. - ele agradeceu parecendo aliviado.
Voltei a sorrir enquanto todos ali presentes mantinham sua perplexibilidade:
- O melhor casamento que já fui! - comentei com a Nanda que sorriu disfarçadamente.
- Meu Deus e a festa? Gastei tanto com toda aquela parafernália para estragar?! - meu tio Ramon parecia preocupado.
- Mas quem disse que não teremos festa? - a Lorena perguntou, antes de descer do altar e vir em minha direção. De ínicio recuei pensando que aquela ruiva iria me bater ao algo do tipo, mas me surpreendi quanto ela pôs seus braços envolta do meu ombro num abraço totalmente imprevisível.
- Muito obrigado Lu, precisava ouvir o que me dissera hoje durante a manhã. - ela cochichou enquanto eu ainda me recuperava de tudo que acontecia ao meu redor. Nunca imaginei um dia ser abraçada por aquela menina.
Durante a festa de descasamento, como ficou conhecida, as amigas da minha prima vieram até a mim conversar sobre o que queriam realmente e como o que eu disse se encaixava de forma distinta na vida de cada uma. Acabei fazendo grandes amigas naquela noite. Para ser bem sincera não fazia ideia de que minhas palavras tinham feito tanto efeito nelas.
- Eu fazia medicina, mas larguei o curso para me dedicar inteiramente a esse casamento. Para ser bem sincera Lu, eu não queria nunca ter aberto mão do meu curso, mas o Fábio me pediu para que eu pudesse me dedicar a preparação de tudo. - a ruiva sorriu triste - Em pensar que foi tudo completamente em vão. - em fim ela desabafou parecendo sentir pesar. Segurei em sua mão:
- Lorena, não foi nada em vão. Agora você pode terminar seu curso, fazer o que bem entender. A parte mais díficil passou, agora é só você e seu sonho de ser médica. Tenho certeza de que vai conseguir.
- Obrigada, me desculpe por tudo. - estavámos sentadas numa mesa dos fundos da cozinha, eu e ela desfrutávamos de um momento só nosso e eu deixei bem claro que ela não devia tratar as pessoas da forma como fizera com dona Conceição na minha primeira noite naquela casa.
- Olá. - uma voz masculina invadiu meu quarto enquanto eu terminava de arrumar as malas para voltar pra casa, a festa ainda rolava no jardim e todos pareciam não mais lembrar que o casamento não havia acontecido.
- Fábio. - cumprimentei, voltando meus olhos para a mala de viajens refazendo na mente o que poderia estar faltando.
- Acredita no que aconteceu? Eu levei um "não" no altar! - ele disse num tom divertido, eu sorri.
- Que bom heim! - respondi.
- Nem me fale, parece que tirei um fardo das costas. A Lorena disse que deve isso a você, afinal garota você é o que? Algum tipo de anjo? Parece ter a sabedoria de alguém que viveu por décadas, você meche com a vida de todos que conhece. - ele comentou. - É alguém especial Luiza. - sorri, mas não me enobreci.
- Ora Fábio veio aqui para me elogiar? - brinquei.
- Também, sua avó disse que você vai voltar pro Rio. - ele sentou-se na beira da cama.
- Vou, o voô parte de madrugada. Preciso acertar minha vida por lá. - continuei.
- Será que posso ir com você? Ficamos todos na minha casa lá tem bastante espaço. - ele perguntou e eu ascenei a cabeça afirmando pouco antes de abraçá-lo.
- É a primeira vez que vejo você fazer algo certo. - cochichei em seu pé de ouvido.
Tive que fazer dezenas de promessas que voltaria nas férias de julho, minha avó e eu desfrutamos de um momento de choro mútuo e aquilo pareceu reforçar nossa ligação, o senhor Davi me abraçou e dona Conceição me obrigou a levar rosquinhas para a viajem. Eu estava realmente grata com a minha estadia naquela cidade e voltaria o mais breve possível, mas no momento eu só queria rever meus pais, meus padrinhos, minha amiga e meu Vitor.
Fomos os quatro para o aeroporto da cidade onde o voô partiria às duas da manhã.
Aos poucos a paisagem da minha cidade Natal ia tomando forma e eu já conseguia me sentir em casa, a paisagem carioca parecia me sorrir e o Cristo Redentor me dava boas-vindas. Senti meu coração disparar quando as rodas do avião tocaram o solo, o clima quente da minha cidade beijou minha pele e pisquei os olhos algumas vezes para me certificar que estava de volta, de volta pra minha cidade, pra minha vida, para os meus sonhos.
- Não acredito que estou no Rio! - ouvi a Nanda comentar com seu sotaque inegávelmente do sul.
- Estamos de volta Luiza! - o Fábio segurou na minha mão.
- Meu Deus! Eu voltei.
Quando o táxi adentrou o condomínio uma ponta de medo correu por minhas veias, passei em frente a minha casa totalmente escura e sem sinal de vida. Meus pais provavelmnte estariam dormindo aquela hora. Depois passei em frente a casa da minha amiga Dani e do meu Vitor, a luz do quarto dela estava acesa sinal de que ela estava acordada. Tive que segurar a vontade repentina de tocar a campainha e resolver tudo de uma vez por todas:
- Amanhã resolvemos nossas vidas. - o Fábio comentou quando me viu encarar a casa dos meus padrinhos com saudade.
Me acomodei em um dos quartos de hóspedes da casa do Fábio, o mais interessante é que nunca imaginei entrar naquela casa como uma convidada querida. Me deitei depois de uma ducha de água quente.
Acordei com o som de risadas vindo da cozinha, a Nanda e o Gabriel conversavam animadamente envolta do balcão enquanto o Fábio preparava o café:
- Bom dia. - disse, com certa dificuldade em encarar aquela claridade.
- Bom dia! - a Nanda disse. Ela e o Gabriel estavam arrumados para sair logo pela manhã.
- É hoje Lu! - o Fábio comentou após encher sua xícara com aquele líquido preto e perfumado.
- Boa sorte pra você dois! - a Nanda tentou nos animar, mas fora meio vão. O medo mantinha-se firme em nós.
- Brigado amiga! - agradeci abraçando-a.
Resolvi encarar meu pai primeiro que meus padrinhos, toquei a campainha depois de respirar fundo e quando ouvi passos descendo as escadas minha vontade foi sair correndo, mas mantive-me firme diante da imagem dele que pareceu um tanto assustado quando me viu parada em frente ao portão.


Qeee peeerfeeitoo..
ResponderExcluirPOOOOOOSTA MAAAAIS
too ficaando loouca pra sabe o resto
aaaah ta tudo ficaando Liindo..
A Lu com o Vitor
o Fábio com a Dani
e a Nanda com o Gabriel !
Qee liindO *----*
POOOOSTA MAAAAIS
Perfeeeiiitooo....
ResponderExcluircontinuua vaai!
Maais ....
ResponderExcluirtá muito perfeita *---*
aaaaaah . Qe lindoo .
ResponderExcluirNão esperava que a ruiva fosse dizeer nãao ;OO
TUDO MUUUUUITO PERFEITO .
~eeh , Maria Luíza de volta á sua terra .Lindoo *-*
POSTAA MAAAAAAAAAAAAAAAAAAIS
Kd o restoo ? Pooosta maiiiis !!
ResponderExcluirPerfeiiiito !!
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH
ResponderExcluirQUERO MAIS!
tipo eu me praparando pra lê o reencontro e vooc paraa.
ResponderExcluirsacanagem viiu!
qero mais
qero o Vitorr
maiiiss
ResponderExcluirMAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIS
ResponderExcluirquase um mes sem postar :/
ResponderExcluirMIRMÃeu preciso eu necessito saber mais quero mais, não me deixa aflita npor favoor ?
ResponderExcluirPosta logooo.
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