O Fábio não sabe e nunca saberá, mas conversar com ele foi algo que eu precisava para enxergar minhas atitudes completamente infantis e exageradas desde que o Vitor me deixou, quer dizer tentar me matar foi a maior burrice que eu poderia fazer. Dar a vida por alguém é nobre, mas findá-la por medo é ignorância e hoje me envergonho por isso.
Pensei em muitas coisas durante o caminho de volta da casa da Nanda, no final daquela tarde, depois de um dia inteiro parada feito uma estátua na frente do espelho do atelier enquanto ela acertava as últimas pregas do vestido que eu iria usar no casamento.
Beijar o Gabriel foi necessário, cheguei a conclusão depois de dias me condenando de um ato que eu julgava totalmente desnecessário. Eu não saberia que teria a sensação de um completo vácuo se não tivesse beijado o irmão do Fábio e hoje a imagem dele não me seria de apenas um alguém bonito, aliás se não fosse aquele beijo ele continuaria confundindo meus sentidos.
Essa mudança até que me trouxe muitas coisas boas, o esteriotipo de uma avó totalmente fria que só se importa apenas com aparências foi totalmente abolida quando tivemos nossa conversa franca sobre o Alberto.
Foi numa noite fria no escritório dela que tudo começou, eu ainda estava mal e decidi cancelar a idéia de investigar as tais cartas misteriosas, entrei naquele cômodo por volta da meia noite quando a certeza de que todos da casa dormiam se concretizou após averiguar todos o s quartos e me certificar que estavam todos no mais profundo sono, girei a maçaneta da porta e abri sem fazer barulho em cima da mesa alguns livros estavam espalhados e uma xícara de café gelado tinha sido esquecida, vasculhei em algumas gavetas até encontrar a pilha de cartas organizadas de acordo com a data na última gaveta da mesa num canto pus a carta que havia estado comigo de acordo com a ordem, mas antes que eu pudesse fechar a gaveta alguém acendeu a luz do escritório e me flagraram, numa camisola branca minha avó me encarava numa feição serena e diferente da que eu imaginei que ela teria se me encontrasse mechendo em suas coisas:
- Vó.
- Eu sabia que você devolveria a carta mais cedo ou mais tarde. - ela admitiu adentrando o cômodo.
- Vó eu juro que só estava pondo no lugar! Só isso. - tentei argumentar, mas ela dispensou qualquer tipo de diálogo e me pediu para sentar.
- Acho que precisamos ter uma conversa de mulher para mulher. Tenho perguntas e quero respostas e acho que você também tem perguntas e quer respostas.
Mordi os lábios inferiores em sinal de dúvida, não sabia se eu iria querer responder as perguntas que ela provavelmente me faria então engoli em seco e me calei por um pequeno tempo antes de começar meu interrogatório totalmente involuntário:
-Quem é Alberto? E meu avô? E meu pai? Alguém sabe mais sobre esse cara?
Ela eboçou um sorriso lembrando de algo que lhe trazia saudades, acomodou-se na poltrona preta de couro num canto da sala:
- Alberto foi o meu primeiro amor, meu único e verdadeiro amor... Ele tinha dezoito anos e eu dezeseis quando nos encontramos pela primeira vez, eu uma jovem que ajudava meu pai na vendinha depois do colégio e ele um completo desconhecido, sem família, sem passado com apenas uma bolsa de viajem nas costas. Ele era a paixão de todas as menininhas da cidade, sabe aquele bad boy misterioso e charmoso que te encanta? Então, era ele. Ele tinha fama da conquistador e eu acabei conhecendo a má reputação dele antes de conhecer o próprio. - ela me descrevia tudo com total perfeição como se visse um filme em sua mente e reproduzia oralmente as cenas que assistia. - Foi numa tarde de outubro que nos conhecemos, eu estava sozinha na vendinha de papai e ele apareceu perguntando quando partia o próximo ônibus para o Rio de Janeiro, foi amor a primeira vista Luiza. Quando vi aqueles olhos absurdamente azuis e inocentes mergulhei tão fundo que me esqueci de perguntar seu nome, foi só no nosso terceiro encontro que fiquei sabendo que ele se chamava Alberto, "o" Alberto. Mas as coisas não eram fáceis naquela época e dá para imaginar que quando eu disse aos meus pais que estava apaixonada por alguém sem família e sem passado eles não aceitaram bem, até porque eu já estava comprometida com o seu avô. Lembro até hoje que meu pai me ameaçou mandar para um convento se eu tocasse mais uma vez no nome do Alberto e eu fiz o que ele me disse, nunca mais toquei no nome do meu Alberto, mas continuamos a nos encontrar por meses e meses até que um dia ele já cansado de continuar nessa cidade onde as pessoas o rotulavam e criticavam me chamou para ir pro Rio, eu não aceitei precisava continuar aqui, em Vale das Laranjeiras e assim terminamos numa briga horrível ao qual ele me disse coisas que me cortaram o coração e eu fiz o mesmo. Essa carta foi a última, desde então não tenho mais notícias dele, dizem que mudou-se para fora do país outros que foi para o Rio, mas eu não sei e talvéz nunca saiba. Bom é isso, a única pessoas que sabia dessa história era teu avô que foi um homem incrível e um amigo perfeito, mas nunca o amei. Amor só temos um e o meu esta por aí, em algum lugar de que não tenho ideía. - ela finalizou com imenso pesar e nostalgia.
- E quem era aquele belo rapaz que esteve aqui em casa? E porque você veio para cá com tanta urgência? - foram as duas perguntas que ela me fez, eu respondi detalhadamente cada uma a começar pela minha vontade de fazer jornalismo e de como o Vitor entrou na minha vida, no final ela se dispôs a me ajudar a voltar para o meu amor e a me ajudar a cursar jornalismo.
Finalmente domingo, dia do casamento. Acordei por volta das sete horas da manhã com o barulho de um caminhão entrando na garagem da mansão para descarregar uma pilha de cadeiras e mesas dobráveis, acompanhado de gritos de localização e o som de pratos se quebrando num provável descuido de alguém. O sol invadia o meu quarto e aquecia minha pele, parecia que tudo conspirava a favor desse casamento. A casa estava cheia de gente, na sua maioria mulheres, do quarto da Lorena era audível as vozes da Júlia, das amigas chatas das duas primas e do estilista puxa-saco: Oscar.
Escutei os risinhos histéricos vindo do grupo e me esforcei para continuar na cama e voltar a dormir, mas aquelas vozes chatas penetravam meus ouvidos e me faziam permanecer acordada, embora eu quisesse voltar a sonhar com o meu Vitor.
- Droga, sera que eles não vão calar a boca? - perguntei-me, pondo um travesseiro na cabeça que não adiantou. Por fim, levantei certa de que seria um dia longo, mas eu sabia que encararia da melhor forma possível, pois a Maria Luiza estava de volta.
Pus um short djenas, uma camiseta de manga curta e meus chinelos coloridos logo após o banho. Ajeitei meus cabelos num rabo de cavalo simétrico e desci as escadas. Foi só então que percebi a magnetude daquele evento, a casa estava repleta de gente! Eram manicures, cabeleleiros, pessoas de um buffet da cidade e reporteres local. Desci as escadas com desconfiança. eu estava mesmo em casa ou tinha sido teletransportada para a mansão de algum famoso de Holiwood?
Foi só quando vi minha avó passar correndo atrás de uns homens que levavam uma mesa de vidro para o jardim que percebi estar em casa:
- Bom dia querida! - ela gritou já fora do alcance da minha vista eu apenas correspondi com outro bom dia entusiasmado.
Dona Conceição foi a próxima a cruzar o hall liderando uma equipe de cozinheiros continuei meu trajeto até a cozinha atentando ao jardim todo decorado em tom rosa claro, onde os últimos quitutes eram posto de enfeites. Catei alguns docinhos coloridos, mas minha avó me interrompeu antes que eu pudesse abocanhar um doce branco com lascas de cocô:
- Vou fingir que não vi nada. - ela brincou e eu pisquei o olho como se estivessemos guardando um segredo mortal.
- É hoje vó. - respondi após beijar seu rosto.
- A Lorena quer te ver, vai lá no quarto dela. - ela me disse. - Faz essa forcinha querida, só hoje. - depois finalizou antes de seguir um grupo de músicos que procuravam um lugar para por seus instrumentos.
Terminei de pegar mais alguns docinhos e subi as escadas em direção ao quarto da ruiva irritante, minha avó ainda não conseguia entender porque eu não gostava dela em nossa conversa no escritório eu omiti o fato do Fábio ter engravidado minha melhor amiga e de que eu já tinha conhcido a Lorena.
Abri a porta do cômodo e um cheiro de galinha assustou minhas narinas, na verdade aquele odor era mais psicológico do que real. Os olhares se direcionaram a mim e eu encarei todas elas sem receio de qualquer coisa, embora eu já soubesse que ela queria me intimidar. Para qualquer coisa que ela pudesse me dizser a resposta já estava na ponta da língua e isso me tranquilizava:
- Lorena, tava me chamando? - perguntei.
- Claro prima! Vem dividir esse momento comigo! - ela me disse com o rosto coberto de uma pasta cor verde e os cabelos com papel alumínio. Tive de segurar o riso para não gargalhar daquela cena, aliás não só ela como todas as meninas que dali estavam no mesmo tratamento:
O Oscar me fitou com a face interogativa e em fim perguntou:
- E você não vai se arrumar? E com que roupa vai? Posso ver se arrumo alguma coisa para você usar, embora pareça impossível por causa da hora, mas como sou o maior estilista da cidade faço milagres, até com pessoas como você. - ele disse tudo num tom de desdém como se eu fosse um caso perdido.
- Não precisa, já tenho minha estilista que já fez o meu vestido. - respondi.
Uma das amigas da Lorena me olhou de cima a baixo e então comentou:
- Nossa como vocês duas são diferentes. - deixei passar e continuei a analisar toda aquelas meninas, a Júlia não ousou dizer uma palavra se quer e fingia ler uma revista de moda antes de sair do quarto alegando sentir fome.
- Não coma muito! Se não o vestido ficará marcando. - o Oscar gritou embora tenha sido totalmente vão a prima da Lorena não estava mais perto para poder ouvir seu conselho.
Abri a porta e dei as costas, não conseguiria ficar naquele ambiente por mais tempo.
- É um moleque. - ouvi uma das meninas sussurar e voltei pronta para dizer tudo que tinha ficado preso na garganta desde a primeira vez que encontrei aquela corja de seres iguais.
- Não sou um moleque, sou autêntica. As pessoas gostam de mim pelo que eu sou, não preciso fingir ser igual a ninguem para ser aceita. E vocês que mais parecem xerox umas das outras? Acham que os rapazes vão gostar de vocês dessa forma? Aliás eles podem até gostar, mas sinceramente me digam vocês: É isso mesmo que querem? Ser a barbie de um homem para ele mostrar para a sociedade dessa pequena e hipócrita cidade como a mulher dele é bonita? E o conteúdo de vocês onde esta? Não é possível que todas vocês tenham o mesmo sonho de casar com um homem rico, ter filhos desse homem rico e morrer. Meu Deus! Acordem, a muito fora dos limites desse lugar, vão conhecer gente nova, vão estudar, vão viajar! Há tantos lugares nesse mundo. Procurem pessoas que vão gostar da alma de vocês, da verdadeira essência de cada uma. Perguntem-se o que realmente querem e corram atrás. Porque nascer, viver e morrer em Vale das Laranjeiras não é a minha meta e espero que não seja a de vocês também. - disse tudo num tom alto e nínguem retrucou, pareciam pensativas e não ofendidas. Bati a porta e sai daquele quarto sem ouvir se quer um ruído.
No final da tarde eu e Nanda chegamos na igreja, nos sentamos nos bancos da frente que tinham sido reservado para nós ao lado da minha avó, do tio Ramon e da dona Madalena. Aos poucoa aquele lugar de orações foi se enchendo até não sobrar lugares. Ascenei para os pais do Fábio sentados do outro lado, meu vestido tinha ficado perfeito e todos queriam connhecer a estilista que fizera:
- Não acha que já esta tarde? - a neta da dona Conceição sussurrou no meu ouvido após quarenta minutos da hora marcada.
- A Lorena ainda não chegou? - perguntei a minha avó.
- Não, ela já esta aí. Quem não veio foi o Fábio. - a mãe do meu pai respondeu olhando para trás a toda hora.
- O Gabriel é um dos padrinhos ele deve saber. - a Nanda cochichou enquanto telefonava para ele, mas antes que a ligação fosse completada o noivo aparceu no altar ajeitando a gravata como se estivesse acabado de se arrumar.
Senti o alivio de todos quando a marcha núpicial iniciou e os padrinhos adentraram o lugar antecendendo a Lorena que usava um vestido branco perfeitamente desenhado.
Pensei em muitas coisas durante o caminho de volta da casa da Nanda, no final daquela tarde, depois de um dia inteiro parada feito uma estátua na frente do espelho do atelier enquanto ela acertava as últimas pregas do vestido que eu iria usar no casamento.
Beijar o Gabriel foi necessário, cheguei a conclusão depois de dias me condenando de um ato que eu julgava totalmente desnecessário. Eu não saberia que teria a sensação de um completo vácuo se não tivesse beijado o irmão do Fábio e hoje a imagem dele não me seria de apenas um alguém bonito, aliás se não fosse aquele beijo ele continuaria confundindo meus sentidos.
Essa mudança até que me trouxe muitas coisas boas, o esteriotipo de uma avó totalmente fria que só se importa apenas com aparências foi totalmente abolida quando tivemos nossa conversa franca sobre o Alberto.
Foi numa noite fria no escritório dela que tudo começou, eu ainda estava mal e decidi cancelar a idéia de investigar as tais cartas misteriosas, entrei naquele cômodo por volta da meia noite quando a certeza de que todos da casa dormiam se concretizou após averiguar todos o s quartos e me certificar que estavam todos no mais profundo sono, girei a maçaneta da porta e abri sem fazer barulho em cima da mesa alguns livros estavam espalhados e uma xícara de café gelado tinha sido esquecida, vasculhei em algumas gavetas até encontrar a pilha de cartas organizadas de acordo com a data na última gaveta da mesa num canto pus a carta que havia estado comigo de acordo com a ordem, mas antes que eu pudesse fechar a gaveta alguém acendeu a luz do escritório e me flagraram, numa camisola branca minha avó me encarava numa feição serena e diferente da que eu imaginei que ela teria se me encontrasse mechendo em suas coisas:
- Vó.
- Eu sabia que você devolveria a carta mais cedo ou mais tarde. - ela admitiu adentrando o cômodo.
- Vó eu juro que só estava pondo no lugar! Só isso. - tentei argumentar, mas ela dispensou qualquer tipo de diálogo e me pediu para sentar.
- Acho que precisamos ter uma conversa de mulher para mulher. Tenho perguntas e quero respostas e acho que você também tem perguntas e quer respostas.
Mordi os lábios inferiores em sinal de dúvida, não sabia se eu iria querer responder as perguntas que ela provavelmente me faria então engoli em seco e me calei por um pequeno tempo antes de começar meu interrogatório totalmente involuntário:
-Quem é Alberto? E meu avô? E meu pai? Alguém sabe mais sobre esse cara?
Ela eboçou um sorriso lembrando de algo que lhe trazia saudades, acomodou-se na poltrona preta de couro num canto da sala:
- Alberto foi o meu primeiro amor, meu único e verdadeiro amor... Ele tinha dezoito anos e eu dezeseis quando nos encontramos pela primeira vez, eu uma jovem que ajudava meu pai na vendinha depois do colégio e ele um completo desconhecido, sem família, sem passado com apenas uma bolsa de viajem nas costas. Ele era a paixão de todas as menininhas da cidade, sabe aquele bad boy misterioso e charmoso que te encanta? Então, era ele. Ele tinha fama da conquistador e eu acabei conhecendo a má reputação dele antes de conhecer o próprio. - ela me descrevia tudo com total perfeição como se visse um filme em sua mente e reproduzia oralmente as cenas que assistia. - Foi numa tarde de outubro que nos conhecemos, eu estava sozinha na vendinha de papai e ele apareceu perguntando quando partia o próximo ônibus para o Rio de Janeiro, foi amor a primeira vista Luiza. Quando vi aqueles olhos absurdamente azuis e inocentes mergulhei tão fundo que me esqueci de perguntar seu nome, foi só no nosso terceiro encontro que fiquei sabendo que ele se chamava Alberto, "o" Alberto. Mas as coisas não eram fáceis naquela época e dá para imaginar que quando eu disse aos meus pais que estava apaixonada por alguém sem família e sem passado eles não aceitaram bem, até porque eu já estava comprometida com o seu avô. Lembro até hoje que meu pai me ameaçou mandar para um convento se eu tocasse mais uma vez no nome do Alberto e eu fiz o que ele me disse, nunca mais toquei no nome do meu Alberto, mas continuamos a nos encontrar por meses e meses até que um dia ele já cansado de continuar nessa cidade onde as pessoas o rotulavam e criticavam me chamou para ir pro Rio, eu não aceitei precisava continuar aqui, em Vale das Laranjeiras e assim terminamos numa briga horrível ao qual ele me disse coisas que me cortaram o coração e eu fiz o mesmo. Essa carta foi a última, desde então não tenho mais notícias dele, dizem que mudou-se para fora do país outros que foi para o Rio, mas eu não sei e talvéz nunca saiba. Bom é isso, a única pessoas que sabia dessa história era teu avô que foi um homem incrível e um amigo perfeito, mas nunca o amei. Amor só temos um e o meu esta por aí, em algum lugar de que não tenho ideía. - ela finalizou com imenso pesar e nostalgia.
- E quem era aquele belo rapaz que esteve aqui em casa? E porque você veio para cá com tanta urgência? - foram as duas perguntas que ela me fez, eu respondi detalhadamente cada uma a começar pela minha vontade de fazer jornalismo e de como o Vitor entrou na minha vida, no final ela se dispôs a me ajudar a voltar para o meu amor e a me ajudar a cursar jornalismo.
Finalmente domingo, dia do casamento. Acordei por volta das sete horas da manhã com o barulho de um caminhão entrando na garagem da mansão para descarregar uma pilha de cadeiras e mesas dobráveis, acompanhado de gritos de localização e o som de pratos se quebrando num provável descuido de alguém. O sol invadia o meu quarto e aquecia minha pele, parecia que tudo conspirava a favor desse casamento. A casa estava cheia de gente, na sua maioria mulheres, do quarto da Lorena era audível as vozes da Júlia, das amigas chatas das duas primas e do estilista puxa-saco: Oscar.
Escutei os risinhos histéricos vindo do grupo e me esforcei para continuar na cama e voltar a dormir, mas aquelas vozes chatas penetravam meus ouvidos e me faziam permanecer acordada, embora eu quisesse voltar a sonhar com o meu Vitor.
- Droga, sera que eles não vão calar a boca? - perguntei-me, pondo um travesseiro na cabeça que não adiantou. Por fim, levantei certa de que seria um dia longo, mas eu sabia que encararia da melhor forma possível, pois a Maria Luiza estava de volta.
Pus um short djenas, uma camiseta de manga curta e meus chinelos coloridos logo após o banho. Ajeitei meus cabelos num rabo de cavalo simétrico e desci as escadas. Foi só então que percebi a magnetude daquele evento, a casa estava repleta de gente! Eram manicures, cabeleleiros, pessoas de um buffet da cidade e reporteres local. Desci as escadas com desconfiança. eu estava mesmo em casa ou tinha sido teletransportada para a mansão de algum famoso de Holiwood?
Foi só quando vi minha avó passar correndo atrás de uns homens que levavam uma mesa de vidro para o jardim que percebi estar em casa:
- Bom dia querida! - ela gritou já fora do alcance da minha vista eu apenas correspondi com outro bom dia entusiasmado.
Dona Conceição foi a próxima a cruzar o hall liderando uma equipe de cozinheiros continuei meu trajeto até a cozinha atentando ao jardim todo decorado em tom rosa claro, onde os últimos quitutes eram posto de enfeites. Catei alguns docinhos coloridos, mas minha avó me interrompeu antes que eu pudesse abocanhar um doce branco com lascas de cocô:
- Vou fingir que não vi nada. - ela brincou e eu pisquei o olho como se estivessemos guardando um segredo mortal.
- É hoje vó. - respondi após beijar seu rosto.
- A Lorena quer te ver, vai lá no quarto dela. - ela me disse. - Faz essa forcinha querida, só hoje. - depois finalizou antes de seguir um grupo de músicos que procuravam um lugar para por seus instrumentos.
Terminei de pegar mais alguns docinhos e subi as escadas em direção ao quarto da ruiva irritante, minha avó ainda não conseguia entender porque eu não gostava dela em nossa conversa no escritório eu omiti o fato do Fábio ter engravidado minha melhor amiga e de que eu já tinha conhcido a Lorena.
Abri a porta do cômodo e um cheiro de galinha assustou minhas narinas, na verdade aquele odor era mais psicológico do que real. Os olhares se direcionaram a mim e eu encarei todas elas sem receio de qualquer coisa, embora eu já soubesse que ela queria me intimidar. Para qualquer coisa que ela pudesse me dizser a resposta já estava na ponta da língua e isso me tranquilizava:
- Lorena, tava me chamando? - perguntei.
- Claro prima! Vem dividir esse momento comigo! - ela me disse com o rosto coberto de uma pasta cor verde e os cabelos com papel alumínio. Tive de segurar o riso para não gargalhar daquela cena, aliás não só ela como todas as meninas que dali estavam no mesmo tratamento:
O Oscar me fitou com a face interogativa e em fim perguntou:
- E você não vai se arrumar? E com que roupa vai? Posso ver se arrumo alguma coisa para você usar, embora pareça impossível por causa da hora, mas como sou o maior estilista da cidade faço milagres, até com pessoas como você. - ele disse tudo num tom de desdém como se eu fosse um caso perdido.
- Não precisa, já tenho minha estilista que já fez o meu vestido. - respondi.
Uma das amigas da Lorena me olhou de cima a baixo e então comentou:
- Nossa como vocês duas são diferentes. - deixei passar e continuei a analisar toda aquelas meninas, a Júlia não ousou dizer uma palavra se quer e fingia ler uma revista de moda antes de sair do quarto alegando sentir fome.
- Não coma muito! Se não o vestido ficará marcando. - o Oscar gritou embora tenha sido totalmente vão a prima da Lorena não estava mais perto para poder ouvir seu conselho.
Abri a porta e dei as costas, não conseguiria ficar naquele ambiente por mais tempo.
- É um moleque. - ouvi uma das meninas sussurar e voltei pronta para dizer tudo que tinha ficado preso na garganta desde a primeira vez que encontrei aquela corja de seres iguais.
- Não sou um moleque, sou autêntica. As pessoas gostam de mim pelo que eu sou, não preciso fingir ser igual a ninguem para ser aceita. E vocês que mais parecem xerox umas das outras? Acham que os rapazes vão gostar de vocês dessa forma? Aliás eles podem até gostar, mas sinceramente me digam vocês: É isso mesmo que querem? Ser a barbie de um homem para ele mostrar para a sociedade dessa pequena e hipócrita cidade como a mulher dele é bonita? E o conteúdo de vocês onde esta? Não é possível que todas vocês tenham o mesmo sonho de casar com um homem rico, ter filhos desse homem rico e morrer. Meu Deus! Acordem, a muito fora dos limites desse lugar, vão conhecer gente nova, vão estudar, vão viajar! Há tantos lugares nesse mundo. Procurem pessoas que vão gostar da alma de vocês, da verdadeira essência de cada uma. Perguntem-se o que realmente querem e corram atrás. Porque nascer, viver e morrer em Vale das Laranjeiras não é a minha meta e espero que não seja a de vocês também. - disse tudo num tom alto e nínguem retrucou, pareciam pensativas e não ofendidas. Bati a porta e sai daquele quarto sem ouvir se quer um ruído.
No final da tarde eu e Nanda chegamos na igreja, nos sentamos nos bancos da frente que tinham sido reservado para nós ao lado da minha avó, do tio Ramon e da dona Madalena. Aos poucoa aquele lugar de orações foi se enchendo até não sobrar lugares. Ascenei para os pais do Fábio sentados do outro lado, meu vestido tinha ficado perfeito e todos queriam connhecer a estilista que fizera:
- Não acha que já esta tarde? - a neta da dona Conceição sussurrou no meu ouvido após quarenta minutos da hora marcada.
- A Lorena ainda não chegou? - perguntei a minha avó.
- Não, ela já esta aí. Quem não veio foi o Fábio. - a mãe do meu pai respondeu olhando para trás a toda hora.
- O Gabriel é um dos padrinhos ele deve saber. - a Nanda cochichou enquanto telefonava para ele, mas antes que a ligação fosse completada o noivo aparceu no altar ajeitando a gravata como se estivesse acabado de se arrumar.
Senti o alivio de todos quando a marcha núpicial iniciou e os padrinhos adentraram o lugar antecendendo a Lorena que usava um vestido branco perfeitamente desenhado.


adoreii
ResponderExcluirLU ahazou no qe ela falou pra essas menininhas --
mais mais ^^
OOOOO que saudade
ResponderExcluirja não lia a maior tempão
ficar sem net é uma drogaa *--*