- Não sei, mas não sinto a menor pena dele. - respondi.
Ela esboçou um sorriso e continuou:
- Fábio e Gabriel... Queria conhecer esses irmãos. - ela complementou.
- Ué... Por que? - perguntei curiosa.
- Um é o pivô da sua separação com o Vitor e o outro engravida sua melhor amiga! Queria saber como são, aliás, em falar no Vitor você não vai atrás dele não?
- Amiga queria muito, mas não tenho coragem. Tentei ligar várias vezes para ele, pedi para que minha mãe mandasse recados e ele simplesmente não quer saber de mim e nossa... Como me dói imaginar que daqui para frente tenho que seguir sem ele. Não posso nem voltar pra minha casa do Rio. - me lamentei entre suspiros e olhares distantes.
-Você só tem que seguir sem ele se quiser afinal Luiza deixa de ser covarde, você simplesmente deixou ele te dar as costas e ir embora. - ela me corrigiu.
Calei e não completei mais nada, transportei toda minha atenção para diante do espelho que tinha o tamanho da parede num atelier pequeno e bagunçado, mas cheio de vida:
- Vai ficar linda! - a Nanda comentou.
- Legal. - tentei esboçar um sorriso de retribuição, mas não consegui.
- Cruzes, se eu dissese que você iria ficar horrível aposto que me daria a mesma resposta. - ela reclamou, pondo seus cabelos loiros por trás da orelha enquanto seus olhos verdes vasculhavam todos os cantos daquele cômodo procurando algo que eu não imaginava.
- O que foi? - perguntei.
- Não corte meu pensamento. - ela respondeu concentrada, pouco antes de correr para um pote colorido em cima de uma pequena estante preta.
Fiquei imaginando o que ela procurava enquanto observava ela pôr tudo de dentro do pote para fora, depois de um tempo então me mostrou um pequeno pedaço de papel colorido na forma de convite:
- Que isso? - franzi a testa.
- São convites para uma festa na praia eu não estava muito a fim de ir, mas vamos sair um pouco sei lá... Sabe amiga nessas horas o melhor a fazer é beber e dançar para esquecer de tudo. - ela começou sacudindo os convites com a mão direita. - A festa é hoje, você dorme aqui e mais tarde vamos! - ela continuou tentando me entusiasmar.
- Acho melhor não, nem sei se minha avó vai deixar. - comentei, apesar de ter a certeza da permissão da mãe do meu pai.
- Então tá sua adolescentezinha chata e sem graça, tenho certeza que ficar dentro de casa chorando pelo amor do Vitor deve ser bem mais legal! - ela me provocou na certeza de me contrariar.
Eu sorri e aceitei:
- Legal! Vamos comemorar então! - ela pegou uma garrafa de uísque e pôs uma dose para brindarmos:
Risadas altas e velocidade, belos trajes e cabelos impecáveis. Pus minha melhor máscara disposta a esquecer de tudo por uma única noite, eu era a Maria Luiza sem limites permiti que tudo em mim escapasse por entre meus dedos o álcool ingerido durante todo o dia me transformava em alguém com a coragem suficiente de encarar quem quer que fosse, era como se eu estivesse me observando, mas não tivesse o controle sobre mim mesma. A Nanda era a melhor companhia para o meu estado de loucura momentâneo, ela dirigiu por alguns minutos até chegarmos à praia mais bela que eu já havia visto na vida, a música eletrônica que ensurdecia meus pensamentos mais lúcidos me transmitia a um completo mundo desconhecido onde tudo perdia o controle:
- A maior parte dessa galera é da faculdade. - ela comentou, enquanto entravamos numa multidão dançante, onde alguns se beijavam.
- É o melhor lugar do mundo! - respondi pegando um drink de bebida colorida que o garçom servia.
Meus movimentos ganharam vida e juntas, eu e Nanda, dançamos o ritmo altamente contagiante de uma house-music que eu não sabia o nome, mas tinha a certeza que o cantor fizera na tentativa de que eu esquecesse o mundo e tudo que me cercava.
- Quero que o tudo se acabe! - gritei após um gole de tequila.
A Nanda sorriu e me abraçou pouco antes de dois rapazes aproximarem:
- Boa noite. - o rapaz de olhos azuis que eu já conhecia puxou conversa.
- Boa noite. - respondi procurando pela Nanda que já se atracava com o outro rapaz.
- Lembra de mim? - ele perguntou e sim eu me lembrava perfeitamente, era "o filho do dono do jornal mais vendido da capital" as palavras da minha avó descrevendo aquele menino tinham sido gravadas na minha mente e se repetiram naquele momento.
- Claro. - ele sorriu e passou seu braço por volta da minha cintura. - Pera aí, acho que você interpretou de forma errada. - tentei ser o mais gentil possível enquanto tirava seu braço da minha cintura.
- Qual seu nome? - ele perguntou.
- Luiza e o seu? - perguntei.
- Cauã. - ele me beijou o rosto e tentou me puxar para beijar meus lábios, mas desviei o rosto e percebi que aquele rapaz estava bêbado.
- Olha Cauã, não tente fazer nada ok? Não estou interessada. - respondi sendo puxada pela Nanda logo em seguida.
- Desculpa aí garotão, vamos amiga. – ela me resgatou e fomos para outro canto da festa, um lugar mais calmo.
Nos sentamos num banco que ficava ao redor da festa dando gargalhadas ao lembrar do rosto do tal de Cauã quando a minha amiga me puxou:
- Tadinho! - ela riu-se enquanto eu tomei mais um copo de uma bebida alccólica desconhecida.
Pus minha cabeça no colo da Nanda e deitei meu corpo no banco acolchoado, ficamos a observar a festa quando um rapaz destacou-se da multidão e veio em nossa direção fazia tempo que não conversávamos e eu gelei ao abserva-lo:
- Gabriel sai daqui! - rapidamente levantei.
- Luiza temos que conversar. - ele tentou dialogar.
- Esse é o Gabriel? - escutei a Nanda perguntar, mas não dei atenção meus cinco sentidos dispararam em oposição aquele rapaz.
- Luiza quero te pedir desculpas. - ele tentou argumentar, mas eu gritei algo que não me lembro e sai de perto dele como um foguete deixando a Nanda para trás.
Eu me sentia tonta e fora de mim e aquele meu estado agora me irritava, o Gabriel me fazia lembrar de tudo que eu queria e lutava para esquecer naquela noite e agora o rosto do Vitor decepcionado aparecia em cada imagem de pessoa que cruzava meu caminho, corri para fora daquela multidão assustadora molhei meu rosto com a água salgada do mar tentando recuperar minha lucidez, mas fora completamente em vão minha tentativa desesperada de voltar ao normal.
Caminhei em passos curtos até um penhasco próximo à praia enquanto me lembrava de tudo que vivi com o meu Vitor:
" - Vamos combinar o seguinte, voltaremos aqui não faço idéia de quando, mas vamos voltar! Ta bom? Vamos voltar aqui e aqui vai ser nosso ponto de partida! Aqui esta sendo o nosso final e será o nosso início! Ok?!" - Lembrei das palavras dele no dia em que nos separamos algumas lágrimas fugiram do meu controle e rolaram por meu rosto ao pensar que não teríamos mais um “ponto de partida”.
Subi as pedras do penhasco e caminhei até a ponta, senti o toque de pingos displicentes d’água enquanto meus pensamentos pareciam fazer uma retrospectiva de tudo que tinha me acontecido em tão pouco tempo:
Eu era alguém normal, uma menina de 17 anos na fase de vestibular fazendo o que a maioria dos jovens na minha idade fazem: estudando para seguir o sonho dos pais, mas sabe quando aquela pessoa aparece na sua vida e te faz sentir diferente. Então ele apareceu na minha vida, ele, o meu Vitor. Bom para dizer a verdade ele sempre esteve nela os pais dele eram meus padrinhos, a irmã dele era minha melhor amiga e meus pais o consideravam como meu irmão.
E toda essa ligação entre nossas famílias que nos tornavam quase parentes foi o que me trouxe até onde estou, lá embaixo vejo a água revolta do mar bater entre as pedras, espero cair nos braços de Poseidon..
Fecho meus olhos para encher meu peito de coragem, lembrando-me das últimas palavras de meu pai:
- Você nunca mais se aproximará dele!
Um leve passo para frente fez-me aproximar mais ainda do fim, o amor é tão ruim quando o sentimos, mas somos impeços de vivê-lo.
Levei meus olhos aos céus, deixei aquelas leves gotas d'água tocarem-me a face eu precisava esperar a coragem bater para findar tudo o que me perturbava, dei mais um passo para a frente recapitulando tudo na minha mente.
E seu tudo pudesse ser vivido novamente de forma completamente diferente? Ou se tudo NÂO pudesse ser vivido, eu não sentiria falta de algo que não sabia e talvez assim fosse melhor. Eu era um fracasso mesmo, uma verdadeira covarde com a mínima capacidade de correr atrás do meu Vitor.
Inclinei minha cabeça para frente para observar melhor as pedras logo abaixo, a água batia furiosa nos rochedos imponentes e belos que finalizavam a praia.
Gelei quando percebi que eu tinha certeza do que iria fazer, fechei meus olhos e dei meus últimos passos.


Ela não vai fazer o que eu to pensando vai,? DDDDDDDDD:
ResponderExcluirPooosta mais, mt mt mt mt mt ansiosa DD:
Se ela morrer a história simplismente não vai fazer sentido sem a luiza!
ResponderExcluirEstou aguardando ansiosa pelo próximo capitúlo.
xD
aiiinn to muito ansiosa,gente ela ñ pode morrer e nem vai ..posta maaaiss
ResponderExcluirqe merd* qe ela vai fazer ?
ResponderExcluiraté uns tempos atrás gostava das atitudes da ML , mas sinceramente acaba uma vida por causa
de outra pessoa qe ela nem lutou ou tentou ir atrás dela não me parece uma atitude de uma pessoa em sã consciencia. algo qe com certeza ela não está.
mais mais ^^
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah, maaais *-*
ResponderExcluirMeeo Dêeeus .
ResponderExcluirNãao ELa não Podii MORRER .
Postâa Maaais !!!
Nossa ta super legal, agente nunca sabe o que esperar!!
ResponderExcluirEla vai cair, qse morrer e o vitor vai voltar pra ve-la e eles vão ficar juntos.... será.. será???