Juntei o resto da corajem que me sobrou abri os olhos na manhã posterior a pior noite da minha vida, engraçado como tudo parece igual independentemente da nossa vontade interior de que tudo continue escuro e inatingível. Não tinha forças para me levantar e minha alma parecia se esvair aos poucos do meu corpo dessa maneira os dias passavam cada vez mais lentos e destrutivos a sensação de que algo mim me faltava me fazia beirar a loucura, algumas vezes. Nesses momentos em que nada mais fazia sentido a Nanda passou a ser minha válvula de escape pessoal que sempre me ouvia pacientemente quando eu sentia que iria explodir.
Percebi a preocupação da minha avó, ela não mais sai de casa, traz os trabalhos para serem feitos no escritório e de vez em quando me chama para andar pelo shopping da cidade embora a certeza da minha recusa é inevitável. Eu estou me tornando um vegetal e nem me importo, acordo ao meio-dia, almoço, volto a dormir, acordo às nove, janto, volto a dormir às onze, para no dia seguinte repetir a mesma rotina.
O Fábio e a Lorena não me interessam mais e havia deixado bem claro a Júlia que não estava interessada no Gabriel, mas esse fato não o fazia se interessar por ela. Aliás expliquei tudo a ela num discurso muito ruim e pesado que a deixou sem palavras e totalmente indefesa enquanto os redadores do jornal me ouviam e a analisavam com total piedade dela:
- Não me importo com ele, mas isso não faz o Gabriel gostar de você tenha um pouco de amor próprio e pare de viver sua vida em função de alguém que pouco se interessa se esta viva ou morta. Continue se arrastando patéticamente atrás dele, implorando por um pouco de atenção que ele irá continuar te ignorando... - lembro ainda hoje que estavámos num almoço com os editores do jornal da minha avó e o Gabriel estava na mesa quando ela tentou me atacar com palavras ironicas ao dizer que em menos de um mês consegui beijar um dos solteiros mais cobiçados da cidade.
O pouco tempo que meu corpo insistia em estar acordado e de pé eu me esforçava para que as pessoas não pudessem ver meus olhos inchados de tanto chorar. Eu só queria voltar e fazer tudo diferente ou simplesmente não fazer, afinal se nada tivesse acontecido eu não estaria naquela situação ruim.
- Será o casamento do século! - dona Madalena comemorou num almoço de domingo que antecedia o domingo próximo ao qual seria o matrimônio.
- Mal posso esperar, amor o vestido é lindo! Pena que você não pode ver a noiva antes do casamento. - a Lorena acrescentou acariciando as mãos do Fábio.
- Não estou me sentindo muito bem, conlicença. - me retirei e voltei ao meu quarto não aguentava tanto fingimento era peceptível o descontentamento do Fábio com toda aquela situação, mas parecia que apenas eu enxergava algo tão claro.
Me joguei na cama lembrando inevitavelmente do meu Vitor e de tudo que vivemos em tão pouco tempo:
- Não é o primeiro almoço de domingo que você faz isso. - a voz do Fábio interrompeu meus pensamentos .
- Sai daqui. - tentei ser o mais hostil possível, pus um travesseiro no rosto na tentativa de impedi-lo de me ver chorar, mas ele pareceu ler meus pensamentos:
- Isso é totalmente vão, acha que sou tão burro para não perceber o quanto você esta mal? - algo em sua voz estava diferente, mas eu não sabia ao certo o que poderia ser.
- Só vai embora, sai daqui... - supliquei sem forças para gritar, mas ele ignorou.
- Liguei para a Dani essa semana ... - o irmão do Gabriel iniciou sentando na beira da cama, continuei em silêncio - Fazia tanto tempo que não ouvia a voz dela que meu coração disparou e eu queria tanto saber como estava o bebê, como ela estava que me embolei nas palavras e acabei me sentindo como um molque de quinze anos - ouvi um sorriso triste diante da controvérsia - A sua amiga gritou comigo, mal me deixou falar e eu... - ele hesitou e logo após continuou num discurso pesado. - E eu só queria dizer o quanto ela me faz falta.
Sentei na cama e encostei minhas costas na cabeceira:
- Porque agora? Porque só agora você vem dizer essas coisas? Depois de tudo que você fez à Dani, depois de todas aquelas mensagens. Não acha um pouco de egoísmo da sua parte achar que ela deve te perdoar? - perguntei surpresa com a sinceridade dele.
- Antes era tão fácil conseguir um perdão dela, era só dizer meia dúzia de palavras bonitinhas que a menininha caía, mas ela virou uma mulher e eu mal percebi - ele lamentou-se antes de continuar - Devo estar ficando louco.
- Não sinto pena de você, aliás acho que deveria sofrer o dobro do que você a fez sofrer . - disse, fria.
Ele balançou a cabeça afirmativamente como se concordasse comigo e me encarou totamente perdido num sentimento que aparentemente ele desconhecia e o assustava, me aproximei um pouco mais e inclinei meu corpo na direção de seus olhos e repondi:
- Isso é amor.
Percebi a preocupação da minha avó, ela não mais sai de casa, traz os trabalhos para serem feitos no escritório e de vez em quando me chama para andar pelo shopping da cidade embora a certeza da minha recusa é inevitável. Eu estou me tornando um vegetal e nem me importo, acordo ao meio-dia, almoço, volto a dormir, acordo às nove, janto, volto a dormir às onze, para no dia seguinte repetir a mesma rotina.
O Fábio e a Lorena não me interessam mais e havia deixado bem claro a Júlia que não estava interessada no Gabriel, mas esse fato não o fazia se interessar por ela. Aliás expliquei tudo a ela num discurso muito ruim e pesado que a deixou sem palavras e totalmente indefesa enquanto os redadores do jornal me ouviam e a analisavam com total piedade dela:
- Não me importo com ele, mas isso não faz o Gabriel gostar de você tenha um pouco de amor próprio e pare de viver sua vida em função de alguém que pouco se interessa se esta viva ou morta. Continue se arrastando patéticamente atrás dele, implorando por um pouco de atenção que ele irá continuar te ignorando... - lembro ainda hoje que estavámos num almoço com os editores do jornal da minha avó e o Gabriel estava na mesa quando ela tentou me atacar com palavras ironicas ao dizer que em menos de um mês consegui beijar um dos solteiros mais cobiçados da cidade.
O pouco tempo que meu corpo insistia em estar acordado e de pé eu me esforçava para que as pessoas não pudessem ver meus olhos inchados de tanto chorar. Eu só queria voltar e fazer tudo diferente ou simplesmente não fazer, afinal se nada tivesse acontecido eu não estaria naquela situação ruim.
- Será o casamento do século! - dona Madalena comemorou num almoço de domingo que antecedia o domingo próximo ao qual seria o matrimônio.
- Mal posso esperar, amor o vestido é lindo! Pena que você não pode ver a noiva antes do casamento. - a Lorena acrescentou acariciando as mãos do Fábio.
- Não estou me sentindo muito bem, conlicença. - me retirei e voltei ao meu quarto não aguentava tanto fingimento era peceptível o descontentamento do Fábio com toda aquela situação, mas parecia que apenas eu enxergava algo tão claro.
Me joguei na cama lembrando inevitavelmente do meu Vitor e de tudo que vivemos em tão pouco tempo:
- Não é o primeiro almoço de domingo que você faz isso. - a voz do Fábio interrompeu meus pensamentos .
- Sai daqui. - tentei ser o mais hostil possível, pus um travesseiro no rosto na tentativa de impedi-lo de me ver chorar, mas ele pareceu ler meus pensamentos:
- Isso é totalmente vão, acha que sou tão burro para não perceber o quanto você esta mal? - algo em sua voz estava diferente, mas eu não sabia ao certo o que poderia ser.
- Só vai embora, sai daqui... - supliquei sem forças para gritar, mas ele ignorou.
- Liguei para a Dani essa semana ... - o irmão do Gabriel iniciou sentando na beira da cama, continuei em silêncio - Fazia tanto tempo que não ouvia a voz dela que meu coração disparou e eu queria tanto saber como estava o bebê, como ela estava que me embolei nas palavras e acabei me sentindo como um molque de quinze anos - ouvi um sorriso triste diante da controvérsia - A sua amiga gritou comigo, mal me deixou falar e eu... - ele hesitou e logo após continuou num discurso pesado. - E eu só queria dizer o quanto ela me faz falta.
Sentei na cama e encostei minhas costas na cabeceira:
- Porque agora? Porque só agora você vem dizer essas coisas? Depois de tudo que você fez à Dani, depois de todas aquelas mensagens. Não acha um pouco de egoísmo da sua parte achar que ela deve te perdoar? - perguntei surpresa com a sinceridade dele.
- Antes era tão fácil conseguir um perdão dela, era só dizer meia dúzia de palavras bonitinhas que a menininha caía, mas ela virou uma mulher e eu mal percebi - ele lamentou-se antes de continuar - Devo estar ficando louco.
- Não sinto pena de você, aliás acho que deveria sofrer o dobro do que você a fez sofrer . - disse, fria.
Ele balançou a cabeça afirmativamente como se concordasse comigo e me encarou totamente perdido num sentimento que aparentemente ele desconhecia e o assustava, me aproximei um pouco mais e inclinei meu corpo na direção de seus olhos e repondi:
- Isso é amor.


mais, :D
ResponderExcluirQ graça *-*
ResponderExcluirNuss .
ResponderExcluirOo
Postâa Maais . Adoranduu .
Rapaaz, Esse Fábio nuum teeim geituu msm ¬¬
Nossa, a cada dia que passa me encanto mais com essa história, posta logo o resto, parabéns ! rs :)
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluiraha agora o Fabio tah quase sabendo direitinho o qe a Dani estava passando gostandoo dele.
ResponderExcluire sem palavra sobre A ML.
mais mais ^^
aff's a Lú nem foi atraz do victor ainda, oq ela está esperandu??? ¬¬*
ResponderExcluirPosta mais
mais
Renatinha ♥
ai M.L ta friia [[efeito sem Vitor ]]
ResponderExcluir...postaa mais.
ResponderExcluira M.L ta muito lerda,ela ta esperando o Vitor cair do céu?
*-*