Embora eu quisesse evitar aqueles olhares e principalmente aquela situação, tudo fugiu do meu controle e aqueles dois rapazes frente-a-frente pareciam que iriam se matar - ou me matar, ainda não sei bem.
Pigarreei e passei a mão pelo cabelo pouco antes do Vitor agarrar meus dedos e aperta-los sem a menor noção da força que ele aplicava sobre a minha mão direita, puxei levemente meus dedos enquanto os dois rapazes encaravam-se furiosamente:
- O que esse cara esta fazendo aqui? - o Vitor perguntou e o Gabriel sorriu de leve.
- Responde a ele Lu, o que eu faço aqui. - o Gabriel manteve seu auto-controle frio e passou a resposta para mim:
Balancei a cabeça negativamente enquanto o Vitor me olhava esperando pela resposta:
- Ele mora na cidade amor. - respondi e o Vitor arregalou os olhos parecendo não acreditar no que ouvira.
Flexionei os lábios expressando meu total desconforto, enquanto pensava numa saída para aquela situação, mas uma gargalhada estranha e sombria vindo do Vitor interrompeu minhas ideías:
- Vai lá amor mais tarde eu volto! - o Vitor me beijou de leve os lábios e arrancou com a carro, eu permaneci estática sem entender o motivo que fizera o meu Vitor agir daquela maneira. Em uma hora ele parecia que iria explodir e logo em seguida tornou-se indiferente a qualquer coisa:
- Teu príncipe. - o Gabriel comentou debochando da cena.
Meu rosto esquentou de raiva e num gesto de fúria empurrei o corpo do Gabriel para trás, mas ele pareceu não sentir aliás muito pelo contrário esboçou um sorriso satisfeito:
- Porque você fez isso? - perguntei, quase que gritando.
- Isso o que?
- Não se faça de hipócrita! Afinal o que você quer Gabriel? Me enlouquecer?
- Te enlouquecer? Claro que não... - ele manteve seu porte aparentemente inabalável de rapaz controlado e altamente atraente, puxou meu corpo pelo braço quando fiz menção de tocar seu rosto numa bofetada. - Você e eu sabemos quem esta sendo hipócrita aqui, então faça o favor a si mesma e seja sincera, comigo, com o Vitor e com você mesma. - ele susurrou as palavras exatas que me fizeram calar até o momento em que ele me deixou sozinha e voltou a caminhar na direção da casa da minha avó. - Ah, e sua avó pensa que você foi dormir na casa de uma amiga.
Aos poucos começava a me perguntar porque fiquei parada deixando o Gabriel dizer o que queria da forma como queria e acima de tudo qual o motivo que me fazia pensar no irmão do Fábio como alguém interessante o suficiente para confundir meus sentidos:
-Você está apaixonada pelo Gabriel! - a Nanda simplificou tudo de uma forma bastante prática, ele e eu conversavámos pelo telefone durante essa tarde.
- Não estou apaixonada por nínguem, aliás estou sim e essa pessoa é o Vitor.
- Ué eu não disse que você não gosta dele, você ama o Vitor sim Luiza, mas esta apaixonada pelo Gabriel. Amor e paixão são completamente diferentes, não é porque você ama um que não gosta de outro.
- Não Nanda isso é um grande absurdo eu não gosto, não estou apaixonada pelo Gabriel. Não mesmo, ontem eu e o Vitor fizemos amor tem prova maior do meu sentimento por ele? - perguntei, enquanto dava voltas circulares em torno do meu quarto como se procurasse respostas cabiveis e que satisfizessem minha mente e me mostrassem a total falta de sanidade naquela situação.
Escutei uma risada alta e depois a Nanda continuou:
- Não mistura uma coisa com a outra Luiza, você gosta sim do jeito do Gabriel, do corpo, da forma como ele te deixa... Paixão é corpo, amor é alma. Agora você tem que saber quem você quer do seu lado. - ela avisou enchendo minha mente de dúvidas, desliguei logo após e me joguei na cama.
Voltei meus olhos ao céu que escurecia rapidamente, o tempo em Vale das Laranjeiras é bastante estranho para alguém acostumado a dias quentes costantemente, pus a coberta até a altura da cintura e me aninhei na cama pouco antes de encarar a carta misteriosa que dispunha no escritório da minha avó e que eu não havia terminado de ler, puxei o envelpe entre os dedos esticando-me ao máximo para não sair da posição confortável que eu me encontrava:
15 de junho de 1960
Olá amor, muitas coisas foram ditas desde o nosso último encontro e eu sinto que ainda me sobrou uma pequena porção de palavras muito mais importantes e necessárias do que as que eu disse.
Acho que não preciso explicar o quanto você é importante na minha vida e nem muito menos o que você significa para mim, afinal você me conhece muito bem e sabe perfeitamente que não gosto em insistir em coisas óbvias e muito além disso, nunca necessitamos de formalidades para sabermos o que sentimos um pelo outro.
Seus pais sempre sonharam que você se casasse com um homem de posses, de boa família e amigos. Bom... Acho que não sou bem assim né? Para lhe dizer a verdade você também nunca foi o esteriótipo de mulher que pensei para mim, de boa família, educada para casar e ter filhos . Em resumo uma garotinha e quem diria que essa garotinha fosse roubar o coração de um malandro?
Vou admitir uma coisa, pensei várias vezes em te roubar, nos nossos encontros da madrugada te pedir em casamento e partir para algum lugar onde pudessemos ser felizes sossegados, sem pais, sociedade e essas suas amigas chatas e mimadas te enchendo a cabeça contra mim, mas infelizmente as coisas não podem ser como nós queremos e quem estar partindo sou eu, deixei meu coração em Vale das Laranjeiras e de ti levo apenas a lembrança simbolizada através de um coração de ouro como pingente, aquele que você carrega no pescoço e eu como pulseira, nunca esquecerei de você e das nossas juras eternas, só lhe peço que faça a escolha certa quando for casar com um homem de boa família e amigos queria muito ser esse homem, mas não sou, minha história e meu fardo não me permitem.
Então agora enquanto vejo o por do sol parto para um dia quem sabe regressar e te ter novamnete, nunca me esquecerei de tudo que vivemos...
Bom é isso amor, te amo mais que a vida e a morte e tenho a clara certeza que nunca lhe esquecerei minha menina dos olhos.
Te amo
Acabei adormecendo depois de um tempo, a chuva já batia fina na sacada e um vento gelado esfriava meu quarto, despertei com o toque do celular numa música personalizada para o meu Vitor, ele queria saber que horas seria o jantar.
Nunca imaginei que a minha ideia de jantar pudesse ser tão constrangedora, minha avó, o Vitor, Gabriel, Fábio, Lorena, tio Ramon e Madalena todos juntos numa mesa cheia de comida e dois cartiçais de enfeite. A situação poderia ser até engraçada se não fosse trágica, o Fábio não movia um músculo se quer, minha avó pensava que o Vitor fosse apenas um amigo do Rio, a Lorena não sabia quem era o Vitor e eu até poderia dizer que ela estava flertando com o meu Vitor:
- Se quiser alguém para te mostrar a cidade não pense duas vezes em me chamar. - a ruiva cochichou no ouvido do irmão da Dani quando conversavámos todos na sala de estar pouco antes do jantar, aquele convite me irritou profundamente, mas não transpareci nenhum pouco a não ser quando ela beijou o canto dos lábios dele, nesse momento tive que dar um leve empurrãozinho nela e deixar claro que ele já tinha dona, embora não ousei citar nomes:
- Pelo menos disfarça. - ele cochichou.
- Ela me irrita, se ela tocar mais uma vez em você fica sem cabelo. - respondi, enquanto caminhavámos até a sala de jantar, ele sorriu parecendo gostar do meu pequeno ataque de cíumes.
E estavámos os oito lá, minha avó, tio Ramon e Madalena fazendo várias perguntas ao Vitor, pareciam tê-lo achado interessante, o Gabriel não tirava os olhos de mim o que me encomodava bastante e eu não conseguia esquecer das palavras da Nanda:
- Paixão é corpo, amor é alma. Agora você tem que saber quem você quer do seu lado. - o Gabriel estava tão interessante e charmoso, parecia emanar calor do seu corpo e me puxar para perto de si, o Vitor mantinha seu belo porte de homem adulto tinha um cheiro perfeito e mantinha meu auto-controle quase que impossível, eu queria muito beijá-lo e me aproximar mais, como um verdadeiro casal de namorados, mas não podia:
- E então Vitor, o que esta achando da cidade? - o Gabriel perguntou, eu gelei.
- Bela cidade. - o Vitor respondeu num tom informal e casual.
- A Luiza chama bastante a atenção por aqui, ela é diferente das meninas da cidade. - o Gabriel continuou.
- Deve mesmo, afinal ela é linda.
Pigarreei e virei o copo de vinho tinto num só gole posto na mesa para melhor degustação, aquela situação estava complicada e eu ainda não tinha entendido o motivo que fizera o irmão do Fábio estar ali.
O jantar prosseguiu num clima pesado para mim e super agradável para minha avó, meu tio e Madalena, em parte esse fato era bom pois os três não suspeitaram de nada.
- O Fábio mora no Rio também. - minha avó comentou e o Fábio arregalou os olhos, o Vitor ainda não sabia que a ruiva atirada era noiva do pai do filho que a Dani esperava aliás se soubesse aquele jantar certamente acabaria em sangue.
- Mora mesmo Fábio? - o Vitor perguntou fingindo surpresa e até eu mesma me surpreendi.
- Aham. - ele respondeu emitindo um som antes de se retirar da mesa com a desculpa de estar se sentindo mal, me aliviei quando ele e a Lorena foram embora.
O Gabriel continuou a provocar o Vitor fazendo perguntas completamente inapropriadas e embora o Vitor mantinha sua pose inabalável aquilo já me irritava, o Gabriel não parecia mais o rapaz simpático e doce que eu conhecera a um tempo atrás, arrastei ele para o escritório da minha avó quando meu tio, Madalena e minha avó conduziram o Vitor a conhecer a mansão:
- Para com isso Gabriel?! - gritei assim que fechei a porta do lugar.
- Parar com o que Lu? - ele foi fingido e num sorriso malicioso conseguiu arrancar o meu último fio de paciência.
- Gabriel eu não gostod e você da forma como gosto de Vitor, não queira competir com ele!
- E quem disse que eu quero? - ele indagou mudando de tom.
- Então porque você esta fazendo isso? Afinal Gabriel para de provocar o Vitor, ele nunca te fez nada... - abaixei a voz.
- Eu sei.
- Então para!
- Me desculpa Luiza. - ele se aproximou de mim segurou minha cintura, tentei lhe empurrar, mas a força que eu aplicava parecia tão vã e inútil que desisti de tentar me impor contra ele. - Não tenta sair, pois você não conseguirá. - ele avisou, aproximando seu rosto do meu virei minha face, mas ele puxou meu queixo e após um sorriso beijou meus lábios antes que eu pudesse fazer qualquer coisa.
Escutei um pigarro interrompendo aquele momento e quase não acreditei quando encarei meu Vitor acompanhado da minha avó, meu tio e Madalena na porta do escritório.
Pigarreei e passei a mão pelo cabelo pouco antes do Vitor agarrar meus dedos e aperta-los sem a menor noção da força que ele aplicava sobre a minha mão direita, puxei levemente meus dedos enquanto os dois rapazes encaravam-se furiosamente:
- O que esse cara esta fazendo aqui? - o Vitor perguntou e o Gabriel sorriu de leve.
- Responde a ele Lu, o que eu faço aqui. - o Gabriel manteve seu auto-controle frio e passou a resposta para mim:
Balancei a cabeça negativamente enquanto o Vitor me olhava esperando pela resposta:
- Ele mora na cidade amor. - respondi e o Vitor arregalou os olhos parecendo não acreditar no que ouvira.
Flexionei os lábios expressando meu total desconforto, enquanto pensava numa saída para aquela situação, mas uma gargalhada estranha e sombria vindo do Vitor interrompeu minhas ideías:
- Vai lá amor mais tarde eu volto! - o Vitor me beijou de leve os lábios e arrancou com a carro, eu permaneci estática sem entender o motivo que fizera o meu Vitor agir daquela maneira. Em uma hora ele parecia que iria explodir e logo em seguida tornou-se indiferente a qualquer coisa:
- Teu príncipe. - o Gabriel comentou debochando da cena.
Meu rosto esquentou de raiva e num gesto de fúria empurrei o corpo do Gabriel para trás, mas ele pareceu não sentir aliás muito pelo contrário esboçou um sorriso satisfeito:
- Porque você fez isso? - perguntei, quase que gritando.
- Isso o que?
- Não se faça de hipócrita! Afinal o que você quer Gabriel? Me enlouquecer?
- Te enlouquecer? Claro que não... - ele manteve seu porte aparentemente inabalável de rapaz controlado e altamente atraente, puxou meu corpo pelo braço quando fiz menção de tocar seu rosto numa bofetada. - Você e eu sabemos quem esta sendo hipócrita aqui, então faça o favor a si mesma e seja sincera, comigo, com o Vitor e com você mesma. - ele susurrou as palavras exatas que me fizeram calar até o momento em que ele me deixou sozinha e voltou a caminhar na direção da casa da minha avó. - Ah, e sua avó pensa que você foi dormir na casa de uma amiga.
Aos poucos começava a me perguntar porque fiquei parada deixando o Gabriel dizer o que queria da forma como queria e acima de tudo qual o motivo que me fazia pensar no irmão do Fábio como alguém interessante o suficiente para confundir meus sentidos:
-Você está apaixonada pelo Gabriel! - a Nanda simplificou tudo de uma forma bastante prática, ele e eu conversavámos pelo telefone durante essa tarde.
- Não estou apaixonada por nínguem, aliás estou sim e essa pessoa é o Vitor.
- Ué eu não disse que você não gosta dele, você ama o Vitor sim Luiza, mas esta apaixonada pelo Gabriel. Amor e paixão são completamente diferentes, não é porque você ama um que não gosta de outro.
- Não Nanda isso é um grande absurdo eu não gosto, não estou apaixonada pelo Gabriel. Não mesmo, ontem eu e o Vitor fizemos amor tem prova maior do meu sentimento por ele? - perguntei, enquanto dava voltas circulares em torno do meu quarto como se procurasse respostas cabiveis e que satisfizessem minha mente e me mostrassem a total falta de sanidade naquela situação.
Escutei uma risada alta e depois a Nanda continuou:
- Não mistura uma coisa com a outra Luiza, você gosta sim do jeito do Gabriel, do corpo, da forma como ele te deixa... Paixão é corpo, amor é alma. Agora você tem que saber quem você quer do seu lado. - ela avisou enchendo minha mente de dúvidas, desliguei logo após e me joguei na cama.
Voltei meus olhos ao céu que escurecia rapidamente, o tempo em Vale das Laranjeiras é bastante estranho para alguém acostumado a dias quentes costantemente, pus a coberta até a altura da cintura e me aninhei na cama pouco antes de encarar a carta misteriosa que dispunha no escritório da minha avó e que eu não havia terminado de ler, puxei o envelpe entre os dedos esticando-me ao máximo para não sair da posição confortável que eu me encontrava:
-
15 de junho de 1960
Olá amor, muitas coisas foram ditas desde o nosso último encontro e eu sinto que ainda me sobrou uma pequena porção de palavras muito mais importantes e necessárias do que as que eu disse.
Acho que não preciso explicar o quanto você é importante na minha vida e nem muito menos o que você significa para mim, afinal você me conhece muito bem e sabe perfeitamente que não gosto em insistir em coisas óbvias e muito além disso, nunca necessitamos de formalidades para sabermos o que sentimos um pelo outro.
Seus pais sempre sonharam que você se casasse com um homem de posses, de boa família e amigos. Bom... Acho que não sou bem assim né? Para lhe dizer a verdade você também nunca foi o esteriótipo de mulher que pensei para mim, de boa família, educada para casar e ter filhos . Em resumo uma garotinha e quem diria que essa garotinha fosse roubar o coração de um malandro?
Vou admitir uma coisa, pensei várias vezes em te roubar, nos nossos encontros da madrugada te pedir em casamento e partir para algum lugar onde pudessemos ser felizes sossegados, sem pais, sociedade e essas suas amigas chatas e mimadas te enchendo a cabeça contra mim, mas infelizmente as coisas não podem ser como nós queremos e quem estar partindo sou eu, deixei meu coração em Vale das Laranjeiras e de ti levo apenas a lembrança simbolizada através de um coração de ouro como pingente, aquele que você carrega no pescoço e eu como pulseira, nunca esquecerei de você e das nossas juras eternas, só lhe peço que faça a escolha certa quando for casar com um homem de boa família e amigos queria muito ser esse homem, mas não sou, minha história e meu fardo não me permitem.
Então agora enquanto vejo o por do sol parto para um dia quem sabe regressar e te ter novamnete, nunca me esquecerei de tudo que vivemos...
Bom é isso amor, te amo mais que a vida e a morte e tenho a clara certeza que nunca lhe esquecerei minha menina dos olhos.
Te amo
Alberto
- Alberto? Minha avó? - fiquei me perguntando por horas o que poderia ter acontecido, se aquela carta era de fato para a minha avó, aquela mesma mulher fria, mãe do meu pai, dona do jornal mais famoso da cidade, aquela mulher que parecia não crer no amor e nas coisas simples da vida.-
Acabei adormecendo depois de um tempo, a chuva já batia fina na sacada e um vento gelado esfriava meu quarto, despertei com o toque do celular numa música personalizada para o meu Vitor, ele queria saber que horas seria o jantar.
Nunca imaginei que a minha ideia de jantar pudesse ser tão constrangedora, minha avó, o Vitor, Gabriel, Fábio, Lorena, tio Ramon e Madalena todos juntos numa mesa cheia de comida e dois cartiçais de enfeite. A situação poderia ser até engraçada se não fosse trágica, o Fábio não movia um músculo se quer, minha avó pensava que o Vitor fosse apenas um amigo do Rio, a Lorena não sabia quem era o Vitor e eu até poderia dizer que ela estava flertando com o meu Vitor:
- Se quiser alguém para te mostrar a cidade não pense duas vezes em me chamar. - a ruiva cochichou no ouvido do irmão da Dani quando conversavámos todos na sala de estar pouco antes do jantar, aquele convite me irritou profundamente, mas não transpareci nenhum pouco a não ser quando ela beijou o canto dos lábios dele, nesse momento tive que dar um leve empurrãozinho nela e deixar claro que ele já tinha dona, embora não ousei citar nomes:
- Pelo menos disfarça. - ele cochichou.
- Ela me irrita, se ela tocar mais uma vez em você fica sem cabelo. - respondi, enquanto caminhavámos até a sala de jantar, ele sorriu parecendo gostar do meu pequeno ataque de cíumes.
E estavámos os oito lá, minha avó, tio Ramon e Madalena fazendo várias perguntas ao Vitor, pareciam tê-lo achado interessante, o Gabriel não tirava os olhos de mim o que me encomodava bastante e eu não conseguia esquecer das palavras da Nanda:
- Paixão é corpo, amor é alma. Agora você tem que saber quem você quer do seu lado. - o Gabriel estava tão interessante e charmoso, parecia emanar calor do seu corpo e me puxar para perto de si, o Vitor mantinha seu belo porte de homem adulto tinha um cheiro perfeito e mantinha meu auto-controle quase que impossível, eu queria muito beijá-lo e me aproximar mais, como um verdadeiro casal de namorados, mas não podia:
- E então Vitor, o que esta achando da cidade? - o Gabriel perguntou, eu gelei.
- Bela cidade. - o Vitor respondeu num tom informal e casual.
- A Luiza chama bastante a atenção por aqui, ela é diferente das meninas da cidade. - o Gabriel continuou.
- Deve mesmo, afinal ela é linda.
Pigarreei e virei o copo de vinho tinto num só gole posto na mesa para melhor degustação, aquela situação estava complicada e eu ainda não tinha entendido o motivo que fizera o irmão do Fábio estar ali.
O jantar prosseguiu num clima pesado para mim e super agradável para minha avó, meu tio e Madalena, em parte esse fato era bom pois os três não suspeitaram de nada.
- O Fábio mora no Rio também. - minha avó comentou e o Fábio arregalou os olhos, o Vitor ainda não sabia que a ruiva atirada era noiva do pai do filho que a Dani esperava aliás se soubesse aquele jantar certamente acabaria em sangue.
- Mora mesmo Fábio? - o Vitor perguntou fingindo surpresa e até eu mesma me surpreendi.
- Aham. - ele respondeu emitindo um som antes de se retirar da mesa com a desculpa de estar se sentindo mal, me aliviei quando ele e a Lorena foram embora.
O Gabriel continuou a provocar o Vitor fazendo perguntas completamente inapropriadas e embora o Vitor mantinha sua pose inabalável aquilo já me irritava, o Gabriel não parecia mais o rapaz simpático e doce que eu conhecera a um tempo atrás, arrastei ele para o escritório da minha avó quando meu tio, Madalena e minha avó conduziram o Vitor a conhecer a mansão:
- Para com isso Gabriel?! - gritei assim que fechei a porta do lugar.
- Parar com o que Lu? - ele foi fingido e num sorriso malicioso conseguiu arrancar o meu último fio de paciência.
- Gabriel eu não gostod e você da forma como gosto de Vitor, não queira competir com ele!
- E quem disse que eu quero? - ele indagou mudando de tom.
- Então porque você esta fazendo isso? Afinal Gabriel para de provocar o Vitor, ele nunca te fez nada... - abaixei a voz.
- Eu sei.
- Então para!
- Me desculpa Luiza. - ele se aproximou de mim segurou minha cintura, tentei lhe empurrar, mas a força que eu aplicava parecia tão vã e inútil que desisti de tentar me impor contra ele. - Não tenta sair, pois você não conseguirá. - ele avisou, aproximando seu rosto do meu virei minha face, mas ele puxou meu queixo e após um sorriso beijou meus lábios antes que eu pudesse fazer qualquer coisa.
Escutei um pigarro interrompendo aquele momento e quase não acreditei quando encarei meu Vitor acompanhado da minha avó, meu tio e Madalena na porta do escritório.


ahhhh...
ResponderExcluirpelo amor de deus,
tadinho do vitor!!
Me recuso a comentar sobre isso
ResponderExcluir:X !!
ridiculo
ResponderExcluiroO
ResponderExcluirMeeu dêeus ...
Posta maais !
Não faaz isso com o Vitooor
ResponderExcluirgabrieeel er um idiota ;@@
ResponderExcluir